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	<title>Bactéria &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Bactéria &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>A sequenciação completa do gene 16S rRNA combinada com uma seleção adequada da base de dados melhora a descrição das comunidades procarióticas marinhas do Ártico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 13:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando pensamos no Ártico, vêm-nos normalmente à cabeça imagens de gelo sem fim e ursos polares. No entanto, sob a superfície do Oceano Ártico existe um mundo incrível que desempenha um papel vital na saúde do nosso planeta: os micróbios. Estes organismos minúsculos, como as bactérias e as archaea, vivem nas águas frias e escuras [&#8230;]]]></description>
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<p>Quando pensamos no Ártico, vêm-nos normalmente à cabeça imagens de gelo sem fim e ursos polares. No entanto, sob a superfície do Oceano Ártico existe um mundo incrível que desempenha um papel vital na saúde do nosso planeta: os micróbios. Estes organismos minúsculos, como as bactérias e as archaea, vivem nas águas frias e escuras e desempenham um papel vital no ecossistema.</p>



<p>Apesar da sua importância, os cientistas pouco sabem sobre quais os micróbios que vivem no Ártico e o que fazem. Porquê? Principalmente devido a limitações metodológicas, os estudos realizados até agora basearam-se na sequenciação de apenas pequenos fragmentos de ADN microbiano, o que dificulta a identificação exata de muitas espécies.</p>



<p>É aqui que entra este estudo. Os cientistas queriam testar se existiam diferenças entre a sequenciação do gene 16S rRNA completo e apenas a sequenciação de pequenas regiões do gene na identificação das comunidades microbianas. Além disso, testaram a influência das bases de dados, comparando a base de dados SILVA, normalmente utilizada, com a base de dados mais recente Genome Taxonomy Database (GTDB). Os investigadores presumiram que a sequenciação de todo o gene e a utilização da GTDB para a atribuição taxonómica permitiria obter uma visão muito mais completa e precisa das comunidades microbianas do Ártico. Os resultados? De facto, utilizando as duas ferramentas combinadas, os investigadores conseguiram identificar muitas mais espécies microbianas (Figura 1). Não só confirmaram a presença de grupos conhecidos, como também descobriram novas linhagens e classificaram melhor muitas espécies que anteriormente tinham sido difíceis de identificar com tal detalhe taxonómico.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="886" height="502" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image.png" alt="" class="wp-image-7741" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image.png 886w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image-300x170.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image-768x435.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1: </strong>Percentagem de variantes de sequências de amplicons (ASVs) classificadas em cada nível taxonómico. O painel esquerdo mostra os resultados da base de dados GTDB e o painel direito mostra os resultados da base de dados Silva. Para cada base de dados, foram comparadas as sequências do gene 16S rRNA de comprimento total e V4-V5 (laranja e azul, respetivamente).</figcaption></figure>



<p>Porque é que isto é importante? Como o Ártico está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outra região da Terra, compreender o funcionamento dos seus ecossistemas é mais urgente do que nunca. As comunidades microbianas são incrivelmente sensíveis às mudanças de temperatura e de nutrientes e, se se alterarem, os efeitos podem se repercutir em todo o ecossistema. Assim, ao saber quem são estes micróbios e como funcionam, os cientistas podem monitorizar/prever melhor a forma como o Ártico está/irá responder às alterações climáticas.</p>



<p>Este estudo oferece-nos uma forma mais clara de investigar a vida oculta do Oceano Ártico. Ao utilizar a sequenciação de genes completos e ferramentas de classificação modernas, os investigadores identificaram mais espécies, traçando um quadro mais pormenorizado da vida microbiana do Ártico.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte:</strong> Pascoal, F., Duarte, P., Assmy, P. et al. Full-length 16S rRNA gene sequencing combined with adequate database selection improves the description of Arctic marine prokaryotic communities. Ann Microbiol 74, 29 (2024). https://doi.org/10.1186/s13213-024-01767-6</p>



<p><strong>Autor:</strong> Lucas Bastos</p>



<p></p>
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		<title>Endotoxina bacteriana modula a expressão de genes ligados ao ferro em dois Peixes Antártico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 01:59:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[Toxinas]]></category>
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					<description><![CDATA[A imunidade inata de um organismo pode induzir a privação do ferro circulante como mecanismo de defesa contra potenciais patógenos bacterianos. Nos peixes antárticos não se tem conhecimento suficiente acerca deste mecanismo de defesa, bem como o papel do ferro nestas espécies. De modo a perceber este processo, os autores deste estudo avaliaram a resposta [&#8230;]]]></description>
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<p id="viewer-foo">A imunidade inata de um organismo pode induzir a privação do ferro circulante como mecanismo de defesa contra potenciais patógenos bacterianos. Nos peixes antárticos não se tem conhecimento suficiente acerca deste mecanismo de defesa, bem como o papel do ferro nestas espécies. De modo a perceber este processo, os autores deste estudo avaliaram a resposta dos principais genes relacionados com o metabolismo do ferro em dois tecidos ligados ao sistema imunitário (fígado e rim) de duas espécies de peixes nototenióides antárticos, <em>Notothenia coriiceps</em> e <em>Notothenia rossii</em>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-2289" width="512" height="288" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-1024x576.webp 1024w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-300x169.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-768x432.webp 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-1536x864.webp 1536w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2-800x450.webp 800w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_8abe091687b044118256429bb9f151e8mv2.webp 1717w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></figure></div>



<p id="viewer-1t2e9">A experiência realizada durou 7 dias, tendo sido efectuadas duas injeções intraperitoneais (ao dia 0 e ao dia 2) com tampão salino (controlo) ou com uma endotoxina bacteriana de <em>Escherichia coli</em> (lipopolissacárido, LPS). Após 5 dias da última injeção, os animais foram eutaneziados e o plasma e os dois tecidos imunes foram recolhidos. Os principais resultados obtidos demonstraram que a concentração média do ião de ferro (Fe2+) no plasma não foi afetada pelo tratamento com LPS nas duas espécies. No entanto, a expressão genética foi modificada pelo LPS e essa resposta foi variável entre os dois tecidos e espécies, sendo mais acentuada no fígado e na N. coriiceps. O LPS provocou um aumento da variabilidade individual na maioria dos genes analisados, mesmo nos genes onde não se verificou diferenças estatisticamente significativas, sugerindo diferentes sensibilidades individuais e reações diferentes destes animais selvagens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2.webp" alt="" class="wp-image-2290" width="486" height="483" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2.webp 972w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2-300x298.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2-150x150.webp 150w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2-768x763.webp 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_aec447d2e94c4c0285ad6250f2dca4d0mv2-45x45.webp 45w" sizes="(max-width: 486px) 100vw, 486px" /><figcaption>Dispersão da regressão do componente principal em duas dimensões (PC1 e PC2) com elipses de confiança (95%) e respetivos centroides entre os grupos controlo e LPS, no fígado (A) e rim (B) da N. coriiceps e, fígado (C) e rim (D) da N. rossii.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-83bs2">Os autores também identificaram que os genes relacionados com o ferro tiveram uma resposta atenuada e homogénea ao LPS, sem relação detetável entre o Fe2+ plasmático e a expressão genética dos genes avaliados. Como conclusão, a exposição ao LPS induziu uma resposta multivariada em ambos os tecidos e espécies de modo a promover a acumulação intracelular de ferro, o que indica que os Nototenióides Antárticos usam a imunidade nutricional inata como mecanismo de defesa contra patógenos bacterianos.</p>



<p id="viewer-55a3o">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>



<p id="viewer-6p114"><strong>Fonte:</strong> Martínez, D. P., Sousa, C., Oyarzún, R., Pontigo, J. P., Canario, A. V. M., Power, D. M., et al. (2020). LPS Modulates the Expression of Iron-Related Immune Genes in Two Antarctic Notothenoids. Front. Physiol. 11, 102. DOI: <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphys.2020.00102/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>10.3389/fphys.2020.00102</u></a></p>



<p id="viewer-doi1o"><strong>Autora:</strong> Cármen Sousa</p>
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		<title>Aumentar o conhecimento da diversidade bacteriana na Antártica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2020 22:43:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Em apenas 1 grama de solo podemos encontrar o equivalente a 100 milhões de bactérias. A nível global grande parte desta diversidade bacteriana ainda se encontra pobremente explorada e em ambientes extremos como a Antártida ainda menos se conhece. Para além de serem responsáveis por processos bioquímicos essenciais ao correcto funcionamento do ecossistema, as bactérias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-5tc3e">Em apenas 1 grama de solo podemos encontrar o equivalente a 100 milhões de bactérias. A nível global grande parte desta diversidade bacteriana ainda se encontra pobremente explorada e em ambientes extremos como a Antártida ainda menos se conhece.</p>



<p id="viewer-7j5kt">Para além de serem responsáveis por processos bioquímicos essenciais ao correcto funcionamento do ecossistema, as bactérias possuem bastante potencial a nível biotecnológico, dado serem capazes de produzir compostos com propriedades medicinais com interesse para a indústria farmacêutica. Técnicas de sequenciação de ADN permitem identificar que grupos de bactérias estão presentes num local e compreender a sua distribuição no ambiente. Mas para estudos do potencial biotecnológico, o seu isolamento, cultivo e manutenção em laboratório são essenciais. Aqui surge um entrave, dado que para grande parte das espécies não se consegue o seu isolamento e cultivo em laboratório.</p>



<p id="viewer-f2t5n">Por essa razão, no nosso estudo utilizamos uma abordagem conjugada de técnicas de sequenciação de ADN e novas técnicas de isolamento e cultivo de bactérias para estudar a diversidade de dois grupos bacterianos importantes a nível biotecnológico – as Actinobactérias e as Cianobactérias.</p>



<p id="viewer-53lhd">Este estudo demonstrou a importância de conjugar técnicas de cultivo e sequenciação pois os métodos de cultivo conseguiram detectar Actinobactérias e Cianobactérias que não foram detectadas com os métodos de sequenciação. As novas técnicas de cultivo foram capazes de recuperar não só espécies raras mas também possíveis novas espécies, com potencial para futuras aplicações biotecnológicas.</p>



<p id="viewer-602cp">Assim, ao combinar ambas as abordagens, este estudo foi capaz de aumentar o conhecimento sobre as espécies de bactérias da Terra de Vitória na Antártica e apontar caminhos para a sua utilização futura.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="485" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_01b727625afa49d1a84289934eaf5af6mv2.webp" alt="" class="wp-image-2646" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_01b727625afa49d1a84289934eaf5af6mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_01b727625afa49d1a84289934eaf5af6mv2-300x197.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmicb.2019.01018/full" target="_blank">Diversidade bacteriana na Terra de Vitória na Antártica | Os locais de amostragem T1 a T6 foram escolhidos seguindo um gradiente de menor disponibilidade de água, à medida que se distanciam do Lago Vida e a amostra END representa uma formação rochosa. A abundância de bactérias que não foram identificadas pelos métodos de sequenciação do ADN foi elevada em quase todas as amostras; para algumas destas bactérias não identificadas foi possível o seu isolamento e cultivo em laboratório.</a></figcaption></figure></div>



<p id="viewer-1tm5o">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>



<p id="viewer-cd7jp"><strong>Fonte</strong>: Rego A, Raio F, Martins TP, Ribeiro H, Sousa AGG, Séneca J, Baptista MS, Lee CK, Cary SC, Ramos V, Carvalho MF, Leão PN, Magalhães C (2019) Actinobacteria and Cyanobacteria Diversity in Terrestrial Antarctic Microenvironments Evaluated by Culture-Dependent and Independent Methods. Front. Microbiol. 10:1018. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmicb.2019.01018/full" target="_blank"><u>10.3389/fmicb.2019.01018</u></a></p>



<p id="viewer-dble3"><strong>Autoras</strong>: Adriana Rego &amp; Mafalda Baptista</p>
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		<title>Microbiologia nos desertos da Antártida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2015 19:36:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A Antártica é dos ambientes terrestres mais extremos tanto a nível físico como químico. No&#160;entanto, no que toca ao carácter dos seus solos, estes apresentam uma grande&#160;diversidade, havendo uns mais ricos em nutrientes, normalmente localizados em zonas&#160;mais costeiras e outros mais oligotróficos (pobres em nutrientes) localizados nos chamados desertos polares (como é o caso dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Antártica é dos ambientes terrestres mais extremos tanto a nível físico como químico. No&nbsp;entanto, no que toca ao carácter dos seus solos, estes apresentam uma grande&nbsp;diversidade, havendo uns mais ricos em nutrientes, normalmente localizados em zonas&nbsp;mais costeiras e outros mais oligotróficos (pobres em nutrientes) localizados nos chamados desertos polares (como é o caso dos Dry Valleys). Devido ao extremismo dascondições ambientais destes desertos (pouco disponibilidade de água, oligotrofia, grande incidência de radiação UV) pensava-se que eram ambientes inóspitos, uma descrição feita pelo capitão Robert Scott em 1903 e que persistiu até aos anos 70. Com os avanços da biologia molecular começou a ser possível detectar-se a presença de microrganismos nestes habitats, verificando-se ainda que se encontravam amplamente distribuídos pelos solos (mesmo naqueles que aparentavam não ter nem água nem matéria orgânica disponível). A estrutura destas comunidades é simples, composta apenas por alguns níveis tróficos (produtores primários como as cianobactérias e degradadores como é ocaso de algumas bacterias e fungos ), no entanto podem ser bastante diversas. Quanto à natureza desta diversidade ainda há muitas questões no ar. Pensa-se que possam ter evoluído in situ, no entanto outros estudos sugerem que alguns indivíduos possam ter vindo de locais distantes agarrados a partículas que se movimentaram por forças eólicas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://static.wixstatic.com/media/d5d705_19818629ddfb40c09d2d52d758df161f.png/v1/fill/w_608,h_104,al_c,lg_1/d5d705_19818629ddfb40c09d2d52d758df161f.png" alt=""/><figcaption>Diferentes tipos de ambientes líticos (refúgios)</figcaption></figure>



<p id="viewer-14jqb">E como é que estas comunidades sobrevivem em condições tão extremas?</p>



<p id="viewer-9ocn0">Para alem das próprias adaptações biológicas, as comunidades podem desenvolver-se&nbsp;em zonas mais protegidas, como é o caso de ambientes líticos: fendas ou interstícios das rochas ou ainda carcaças de focas mumificadas (permitem estabilidade física, maior proteção contra os raios UV e aumentam a disponibilidade de água). Deste modo, estes ambientes apresentam-se como “hot spots” de biodiversidade contribuindo para o aumento da produtividade.</p>



<p id="viewer-crt28">Quais os efeitos das mudanças climáticas nas comunidades microbianas dos desertos&nbsp;</p>



<p id="viewer-36uve">secos da Antártida?</p>



<p id="viewer-c7krc">Apesar de imprevisível pensa-se que o aquecimento global possa induzir o crescimento&nbsp;de outros grupos microbianos alterando a competitividade dentro da comunidade, contribuindo para a alteração da biodiversidade que por consequente vai levar a uma alteração &nbsp;da &nbsp;actividade &nbsp;microbiana &nbsp;e &nbsp;dos &nbsp;ciclos &nbsp;biogeoquimicos &nbsp;(são regulados pela actividade biológica). Isto é relevante uma vez que interações pré estabelecidas entre espécies podem actuar como tampões a respostas à mudança dos ecosistemas, no&nbsp;</p>



<p id="viewer-e9t9q">entanto a alteração dessas interacções pode colocar em causa a integridade destes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://static.wixstatic.com/media/d5d705_cf0f43da2911445fad292e7e12179f6c.png/v1/fill/w_626,h_378,al_c,lg_1/d5d705_cf0f43da2911445fad292e7e12179f6c.png" alt=""/><figcaption>Controlo da biodiversidade no ambiente extremo da Antártida</figcaption></figure>



<p id="viewer-69olq"><strong>Fonte</strong>:</p>



<p id="viewer-5o8h">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-a21nr">Cary, S. C., McDonald, I. R., Barrett, J. E., &amp; Cowan, D. A. (2010). On the rocks: the&nbsp;microbiology of Antarctic Dry Valley soils. Nature Reviews Microbiology, 8(2), 129-138.&nbsp; doi:<a href="https://www.nature.com/articles/nrmicro2281" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> 10.1038/nrmicro2281</u></a></p>



<p id="viewer-2ff6j"><strong>Autora</strong>: Maria Monteiro</p>
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