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	<title>Conservação &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Conservação &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>Distribuição e ecologia das quatro espécies de Macrourus capturadas acidentalmente na pesca com palangre na Geórgia do Sul, no Oceano Antártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2026/04/30/distribuicao-e-ecologia-das-quatro-especies-de-macrourus-capturadas-acidentalmente-na-pesca-com-palangre-na-georgia-do-sul-no-oceano-antartico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:06:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Monitorização]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[As águas da Geórgia do Sul estão entre as mais produtivas do Oceano Antártico, suportando pescas de palangre que têm como alvo a bacalhau da antárctida (Dissostichus eleginoides). No entanto, durante estas operações, quatro espécies de granadeiro Macrourus caml, Macrourus carinatus, Macrourus holotrachys e Macrourus whitsoni são regularmente capturadas como fauna acompanhante. Além disso, apesar [&#8230;]]]></description>
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<p>As águas da Geórgia do Sul estão entre as mais produtivas do Oceano Antártico, suportando pescas de palangre que têm como alvo a bacalhau da antárctida (<em>Dissostichus eleginoides</em>). No entanto, durante estas operações, quatro espécies de granadeiro<em> </em><em>Macrourus caml</em>, <em>Macrourus carinatus</em>, <em>Macrourus holotrachys</em> e <em>Macrourus whitsoni</em> são regularmente capturadas como fauna acompanhante. Além disso, apesar de serem frequentemente mencionadas nos registos pescatórios, estas espécies têm sido até agora identificadas apenas ao nível do género, impedindo qualquer distinção entre as quatro espécies. Esta agregação mascara as importantes diferenças biológicas entre elas e a verdadeira extensão dos efeitos da captura acessória.</p>



<p>Neste estudo, os investigadores realizaram a primeira avaliação biológica abrangente das quatro espécies de <em>Macrourus</em> capturadas nas águas da Geórgia do Sul, utilizando dados de pescas e de observadores recolhidos entre 2018 e 2022. Através da análise de padrões de distribuição, preferências de profundidade, razões de sexo e associações de habitat, a equipa conseguiu caracterizar cada espécie individualmente e avaliar as suas respetivas vulnerabilidades à pressão pesqueira.</p>



<p>Os resultados revelaram diferenças marcantes entre as espécies. Três das quatro apresentaram razões de sexo tendencialmente femininas, o que tem implicações diretas na produtividade dos stocks e na capacidade reprodutiva. Cada espécie ocupou também um intervalo de profundidade e uma distribuição geográfica distintos: <em>M. holotrachys</em> foi a mais frequentemente capturada e distribuiu-se amplamente entre os 1000 e os 1750 metros; <em>M. caml</em> mostrou a maior flexibilidade na utilização do habitat; <em>M. carinatus</em> concentrou-se na região ocidental; e <em>M. whitsoni</em> foi mais rara, encontrada principalmente em águas mais profundas, além dos 1500 metros, a nordeste e a leste.</p>



<p>Estes resultados evidenciam uma lacuna significativa na forma como a captura acessória é atualmente gerida. Reportar as espécies coletivamente ao nível do género oculta o facto de cada uma enfrentar diferentes níveis de risco, e de que o estado da pesca-alvo não é um indicador fiável do estado das espécies não-alvo. Os autores defendem que a monitorização ao nível da espécie e a recolha de dados rigorosa são essenciais para definir limiares de captura acessória significativos e assegurar a sustentabilidade a longo prazo das pescarias de dissosticha na área da CCAMLR.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="521" height="438" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-8253" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png 521w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2026/04/image-1-300x252.png 300w" sizes="(max-width: 521px) 100vw, 521px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Figura 1: </strong>Proporção (%) de fêmeas (F) e machos (M) em função da profundidade (m) das quatro espécies de Macrourus capturadas acidentalmente na pesca com palangre na Geórgia do Sul (subárea 48.3 da CCAMLR) entre 2018 e 2022.</em></figcaption></figure>
</div>


<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Fonte:Abreu, José, et al. &#8220;Distribution and ecology of the four Macrourus species by‐caught in the longline fishery at South Georgia, Southern Ocean.&#8221;&nbsp;<em>Journal of Fish Biology</em>&nbsp;(2026).</p>



<p>Autor: Lucas Bastos</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A sequenciação completa do gene 16S rRNA combinada com uma seleção adequada da base de dados melhora a descrição das comunidades procarióticas marinhas do Ártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2025/05/30/a-sequenciacao-completa-do-gene-16s-rrna-combinada-com-uma-selecao-adequada-da-base-de-dados-melhora-a-descricao-das-comunidades-procarioticas-marinhas-do-artico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 13:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando pensamos no Ártico, vêm-nos normalmente à cabeça imagens de gelo sem fim e ursos polares. No entanto, sob a superfície do Oceano Ártico existe um mundo incrível que desempenha um papel vital na saúde do nosso planeta: os micróbios. Estes organismos minúsculos, como as bactérias e as archaea, vivem nas águas frias e escuras [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando pensamos no Ártico, vêm-nos normalmente à cabeça imagens de gelo sem fim e ursos polares. No entanto, sob a superfície do Oceano Ártico existe um mundo incrível que desempenha um papel vital na saúde do nosso planeta: os micróbios. Estes organismos minúsculos, como as bactérias e as archaea, vivem nas águas frias e escuras e desempenham um papel vital no ecossistema.</p>



<p>Apesar da sua importância, os cientistas pouco sabem sobre quais os micróbios que vivem no Ártico e o que fazem. Porquê? Principalmente devido a limitações metodológicas, os estudos realizados até agora basearam-se na sequenciação de apenas pequenos fragmentos de ADN microbiano, o que dificulta a identificação exata de muitas espécies.</p>



<p>É aqui que entra este estudo. Os cientistas queriam testar se existiam diferenças entre a sequenciação do gene 16S rRNA completo e apenas a sequenciação de pequenas regiões do gene na identificação das comunidades microbianas. Além disso, testaram a influência das bases de dados, comparando a base de dados SILVA, normalmente utilizada, com a base de dados mais recente Genome Taxonomy Database (GTDB). Os investigadores presumiram que a sequenciação de todo o gene e a utilização da GTDB para a atribuição taxonómica permitiria obter uma visão muito mais completa e precisa das comunidades microbianas do Ártico. Os resultados? De facto, utilizando as duas ferramentas combinadas, os investigadores conseguiram identificar muitas mais espécies microbianas (Figura 1). Não só confirmaram a presença de grupos conhecidos, como também descobriram novas linhagens e classificaram melhor muitas espécies que anteriormente tinham sido difíceis de identificar com tal detalhe taxonómico.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="886" height="502" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image.png" alt="" class="wp-image-7741" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image.png 886w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image-300x170.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/05/image-768x435.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1: </strong>Percentagem de variantes de sequências de amplicons (ASVs) classificadas em cada nível taxonómico. O painel esquerdo mostra os resultados da base de dados GTDB e o painel direito mostra os resultados da base de dados Silva. Para cada base de dados, foram comparadas as sequências do gene 16S rRNA de comprimento total e V4-V5 (laranja e azul, respetivamente).</figcaption></figure>



<p>Porque é que isto é importante? Como o Ártico está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outra região da Terra, compreender o funcionamento dos seus ecossistemas é mais urgente do que nunca. As comunidades microbianas são incrivelmente sensíveis às mudanças de temperatura e de nutrientes e, se se alterarem, os efeitos podem se repercutir em todo o ecossistema. Assim, ao saber quem são estes micróbios e como funcionam, os cientistas podem monitorizar/prever melhor a forma como o Ártico está/irá responder às alterações climáticas.</p>



<p>Este estudo oferece-nos uma forma mais clara de investigar a vida oculta do Oceano Ártico. Ao utilizar a sequenciação de genes completos e ferramentas de classificação modernas, os investigadores identificaram mais espécies, traçando um quadro mais pormenorizado da vida microbiana do Ártico.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte:</strong> Pascoal, F., Duarte, P., Assmy, P. et al. Full-length 16S rRNA gene sequencing combined with adequate database selection improves the description of Arctic marine prokaryotic communities. Ann Microbiol 74, 29 (2024). https://doi.org/10.1186/s13213-024-01767-6</p>



<p><strong>Autor:</strong> Lucas Bastos</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Evidências de que os pinguins-rockhopper se alimentam de uma importante espécie comercial de lula</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2025/02/24/evidencias-de-que-os-pinguins-rockhopper-se-alimentam-de-uma-importante-especie-comercial-de-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 19:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeias tróficas]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[Os cefalópodes (lulas e polvos) desempenham um papel essencial nos ecossistemas do Oceano Antártico, atuando como elo entre os organismos de nível trófico baixo e os predadores de topo. No entanto, o seu papel ecológico no sector Pacífico deste oceano é ainda pouco conhecido, nomeadamente o seu habitat e posição trófica na cadeia alimentar marinha. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os cefalópodes (lulas e polvos) desempenham um papel essencial nos ecossistemas do Oceano Antártico, atuando como elo entre os organismos de nível trófico baixo e os predadores de topo. No entanto, o seu papel ecológico no sector Pacífico deste oceano é ainda pouco conhecido, nomeadamente o seu habitat e posição trófica na cadeia alimentar marinha. Porquê? Porque os cefalópodes de maiores dimensões têm a capacidade de escapar às redes científicas, tornando difícil a captura de espécimes vivos para responder a estas questões. Então, como ultrapassar estes problemas? Para resolver esta questão, os investigadores utilizam bicos de cefalópodes recolhidos do conteúdo do estômago de predadores.</p>



<p>Mas como é que o fizeram? Neste estudo, os cientistas recorreram aos pinguins-rockhopper (<em>Eudyptes chrysocome filholi</em>), da Ilha Campbell (uma ilha subantárctica da Nova Zelândia), como bioamostrador. Os investigadores recolheram bicos de cefalópodes da sua dieta durante duas épocas de reprodução (1986-87 e 2012-13) e efetuaram depois a análise de isótopos estáveis (SIA), formas de elementos químicos que não sofrem decaimento radioativo. Com o uso deste método, examinaram as assinaturas isotópicas de carbono (<em>δ</em>¹³C) e azoto (<em>δ</em>¹⁵N), que fornecem informações sobre o habitat e o nível trófico dos organismos. Os valores do <em>δ</em>¹³C ajudam a distinguir entre locais de procura de alimento costeiros e ao largo da costa, enquanto os valores do <em>δ</em>¹⁵N indicam a posição de um organismo na cadeia alimentar.</p>



<p>E o que é que descobriram? Utilizando os bicos, os cientistas conseguiram identificar diferenças na biodiversidade de cefalópodes na dieta dos pinguins entre as duas épocas de reprodução. Em 1986-87, a dieta incluía sete espécies de cefalópodes, contrastando com a época de 2012-13, que incluía apenas três espécies: <em>Moroteuthopsis ingens, Nototodarus sloanii</em> e <em>Octopus campbelli.</em> Além disso, <em>M. ingens</em> e <em>O. campbelli</em> estiveram presentes em ambas as épocas, mas <em>N. sloanii</em> só foi encontrado na época 2012-13. E o que é que isto significa? Em primeiro lugar, a diversidade global parece ter diminuído, mas isto deve-se provavelmente a uma amostragem mais reduzida (Nº1986-87= 69 <em>vs</em> Nº 2012-13= 11). Em segundo lugar, a identificação de <em>N. sloanii</em> pode indicar uma expansão do habitat para sul, uma vez que esta espécie é mais comum nas águas mais quentes da Nova Zelândia.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E a análise de isótopos estáveis? Esta análise revelou variações no habitat e nichos tróficos entre espécies. Especificamente, <em>M. ingens</em> não apresentou diferenças significativas nos valores de <em>δ</em>¹³C ou <em>δ</em>¹⁵N entre os anos (Figura 1), enquanto, para <em>O. campbelli</em> os valores de <em>δ</em>¹³C e <em>δ</em>¹⁵N foram significativamente mais baixos em 2012-13 em comparação com 1986-87 (Figura 2), sugerindo uma mudança no local de procura de alimento e possivelmente uma mudança para níveis tróficos mais baixos. <em>N. sloanii</em>, apresentou valores de <em>δ</em>¹³C de acordo com os valores de outros taxa de águas subantárticas e valores mais baixos de <em>δ</em>¹⁵N indicativos de procura de alimento em níveis tróficos mais baixos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="777" height="566" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194029.png" alt="" class="wp-image-7238" style="width:551px;height:auto" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194029.png 777w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194029-300x219.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194029-768x559.png 768w" sizes="(max-width: 777px) 100vw, 777px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1: </strong>Valores de isótopos estáveis (δ<sup>13</sup>C e δ<sup>15</sup>N) dos bicos inferiores de Moroteuthopsis ingens comparando as épocas de reprodução 1986-87 (n ind = 16, n cap = 10) e 2012-13 (n ind = 11, N cap = 10) (n indnúmero de indivíduos agregados em cápsulas; n cap número de cápsulas utilizadas). Os valores são a média ± DP.</figcaption></figure>
</div>


<p>O que é que isto significa? As diferenças nos valores dos isótopos estáveis entre as épocas de reprodução podem ser um sinal de alterações nas condições oceanográficas, como o aquecimento das águas, levando as espécies para novos habitats e alimentando-se de forma diferente. Além disso, a presença de <em>N. sloanii</em> nas dietas oferece informações sobre a sua alimentação e possíveis interações com as pescas da Nova Zelândia, o que pode afetar tanto as pescas como a conservação do pinguins-rockhopper.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="666" height="435" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194225.png" alt="" class="wp-image-7239" style="width:536px;height:auto" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194225.png 666w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/Captura-de-ecra-2025-02-24-194225-300x196.png 300w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 2:</strong> Valores de isótopos estáveis (δ<sup>13</sup>C e δ<sup>15</sup>N) dos bicos inferiores de Octopus campbelli comparando as épocas de reprodução 1986-87 (n ind = 19, n cap = 10) e 2012-13 (n ind = 20, n cap = 10) (n ind número de indivíduos agregados em cápsulas, n cap número de cápsulas utilizadas). Os valores são a média ± DP</figcaption></figure>
</div>


<p>No geral, este estudo contribui significativamente para o conhecimento da ecologia dos cefalópodes no sector do Pacífico do Oceano Austral. Demonstra que diferentes espécies de cefalópodes apresentam preferências de habitat e níveis tróficos distintos. Os resultados reforçam a importância da monitorização contínua das populações de cefalópodes, particularmente face a mudanças ambientais que podem alterar a sua distribuição e disponibilidade para predadores como os pinguins-rockhopper.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte: </strong>Guímaro, H. R., Thompson, D. R., Morrison, K. W., Fragão, J., Matias, R. S., &amp; Xavier, J. C. (2025). Evidence of eastern rockhopper penguin feeding on a key commercial arrow squid species. <em>Polar Biology</em>, <em>48</em>(1), 1-7</p>



<p><strong>Autor:</strong> Lucas Bastos</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A navegação no Ártico está a destruir o ecossistema?</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2024/06/24/a-navegacao-no-artico-esta-a-destruir-o-ecossistema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 19:33:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Contaminantes ambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[O aquecimento global provocou um rápido aquecimento na região do Ártico e o derretimento contínuo do gelo e da neve, tornando a navegação no Ártico uma realidade e aumentando significativamente a navegabilidade das rotas marítimas da região. Entre 1979 e 2018, a área segura para transporte de navios no Ártico expandiu-se em 35%, o que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O aquecimento global provocou um rápido aquecimento na região do Ártico e o derretimento contínuo do gelo e da neve, tornando a navegação no Ártico uma realidade e aumentando significativamente a navegabilidade das rotas marítimas da região. Entre 1979 e 2018, a área segura para transporte de navios no Ártico expandiu-se em 35%, o que despertou interesse em novas rotas comerciais e na exploração de recursos naturais (Figura 1). No entanto, o aumento das atividades de navegação no Ártico levanta preocupações ambientais devido aos poluentes e outros impactos negativos que ameaçam o seu ecossistema sensível.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="770" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/06/Picture1.jpg" alt="" class="wp-image-7095" style="width:446px;height:auto" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/06/Picture1.jpg 773w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/06/Picture1-300x300.jpg 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/06/Picture1-150x150.jpg 150w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/06/Picture1-768x765.jpg 768w" sizes="(max-width: 773px) 100vw, 773px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: Âmbito do círculo polar ártico e rotas árticas.</figcaption></figure>
</div>


<p>O impacto das atividades de navegação no Ártico é extenso, destacando-se em três principais áreas: nas massas de água, nas emissões atmosféricas e na sobrevivência dos animais.</p>



<p>Os impactos nas massas de água incluem a poluição por tintas antis incrustantes, que libertam cobre e microplásticos, afetando negativamente o crescimento e a sobrevivência da vida marinha, inibindo a reprodução e causando deformações. Além disso, os derrames de petróleo poluem as costas e praias, afetando a saúde animal, o ciclo reprodutivo e a mobilidade, o que leva à morte de muitas espécies. A introdução de espécies não-nativas (NIS) leva à perda de biodiversidade e extinção local. As descargas de águas residuais resultam em poluição, esgotamento do oxigênio dissolvido, marés vermelhas, e impactos toxicológicos no ecossistema.</p>



<p>Os impactos nas emissões atmosféricas sentem-se na poluição do ar e na alteração da composição atmosférica devido às emissões dos navios, que perturbam o forçamento radiativo (RF), aceleram o aquecimento do Ártico, causam chuvas ácidas e a eutrofização da água do mar.</p>



<p>Os impactos na sobrevivência dos animais abrangem a poluição sonora, que interfere na comunicação dos animais do Ártico, alterando padrões de comportamento e potencialmente causando perda de audição temporária ou permanente. A poluição luminosa interfere na orientação dos animais marinhos e induz colisões, especialmente entre aves.</p>



<p>Para mitigar esses impactos negativos, é essencial adotar soluções técnicas e operacionais para os navios, além de formular normas e regras mais rigorosas para as atividades de navegação no Ártico.</p>



<p>Referência: Xinli Qi, Zhenfu Li, Changping Zhao, Qiqi Zhang, Yutao Zhou, Environmental impacts of Arctic shipping activities: A review, Ocean &amp; Coastal Management, Volume 247, 2024, 106936, ISSN 0964-5691</p>



<p><a href="https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2023.106936">https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2023.106936</a></p>



<p>Autora: Rita Quelha</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estaremos nós realmente apenas a ajudar?</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2023/10/15/estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 22:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante mais de 80 anos, cientistas de países que participam no Tratado da Antártida têm realizado investigação na Antártida, construindo estações de pesquisa por todo o continente. Estas estações são essenciais para a realização de pesquisas científicas e proporcionam condições de vida para estadias prolongadas, permitindo estudos aprofundados que de outra forma seriam impossíveis. Atualmente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante mais de 80 anos, cientistas de países que participam no Tratado da Antártida têm realizado investigação na Antártida, construindo estações de pesquisa por todo o continente. Estas estações são essenciais para a realização de pesquisas científicas e proporcionam condições de vida para estadias prolongadas, permitindo estudos aprofundados que de outra forma seriam impossíveis.</p>



<p>Atualmente, existem 112 estações na Antártida, sendo que 62 estão localizadas em regiões costeiras para facilitar o acesso. No entanto, apesar destas estações terem beneficiado grandemente empreendimentos científicoscientíficas, também introduziram desafios ambientais que anteriormente não existiam. Este artigo centra-se nos efeitos ambientais da estação australiana &#8220;Casey&#8221; no ambiente marinho circundante.</p>



<p>A estação original de Casey foi construída na década de 1960 na Península de Bailey, em substituição a uma estação australiana anterior. Devido à má qualidade da construção, a estação foi desmantelada na década de 1980, e uma nova estação de Casey foi construída a 1 km de distância (Fig 1). Hoje, esta nova estação é composta por 18 edifícios permanentes que podem alojar até 120 pessoas, com uma população média de 25 no inverno e 90 no verão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="450" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-01.jpg" alt="" class="wp-image-6742" style="width:500px" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-01.jpg 800w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-01-300x169.jpg 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-01-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: Vista aérea dos edifícios do túnel Repstat da estação Casey. Foto: Peter Cummings (Autralian Antarctic Program)</figcaption></figure>
</div>


<p>Até 1986, os resíduos sólidos da Estação Casey eram depositados num local no Vale Thala (Figura 2), causando contaminação ambiental na Baía Brown devido à erosão e aos cursos de água do degelo que transportavam material contaminado para as águas. Após a assinatura do Protocolo de Proteção Ambiental ao Tratado Antártico (Protocolo de Madrid), em 1991, a Austrália teve que remover a maioria dos resíduos da Antártida, o que resultou em melhorias na gestão de resíduos e proteção ambiental. Foram feitos esforços para remediar o local de deposição de resíduos no Vale Thala, incluindo a remoção de resíduos, a construção de trincheiras para água derretida e a instalação de uma estação de tratamento de água para evitar uma maior contaminação das águas próximas. As concentrações de contaminantes metálicos no solo e no leito marinho também foram avaliadas, e foi iniciado um programa de monitorização para avaliar a eficácia destas medidas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="667" height="702" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-02.png" alt="Figura 2: Mapa dos locais de amostragem nas Ilhas Windmill em torno da Estação Casey. " class="wp-image-6743" style="width:500px" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-02.png 667w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/10/Estaremos-nos-realmente-apenas-a-ajudar-02-285x300.png 285w" sizes="(max-width: 667px) 100vw, 667px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 2: Mapa dos locais de amostragem nas Ilhas Windmill em torno da Estação Casey. A inserção superior mostra a localização de Casey no leste da Antártida. A inserção inferior mostra Brown Bay conforme descrito na caixa da figura principal. HON = Honkala Island; STE = Stephenson Cove; WIL = Wilkes; NEW = Newcomb Island; MCG = McGrady Cove; Wh = Casey Wharf; SHB = Shannon Bay; OB1 to 5 = O’Brien Bay 1 to 5; BI = Beall Island; SP1 = Sparkes Bay 1; OLD = Old Casey; BBI = Brown Bay Inner; BBM = Brown Bay Middle; BBO = Brown Bay Outer.</em></figcaption></figure>
</div>


<p>Através da análise de amostras de sedimentos de 1997 a 2015, com foco nas variações nas propriedades dos sedimentos e nos contaminantes, o estudo revelou um claro sinal de contaminação antropogénica no ambiente marinho em torno da Estação Casey. Foram encontrados múltiplos poluentes nos sedimentos marinhos em níveis várias ordens de magnitude superiores aos locais de controlo.</p>



<p>A Brown Bay (adjacente ao antigo local de deposição de resíduos) apresentava maiores níveis de contaminação do que em qualquer outro local, a Shannon Bay (local de despejo de águas residuais) e o Wharf Casey também tinham concentrações consistentemente mais elevadas de contaminantes do que os locais de controlo, enquanto Wilkes (adjacente a um local mais antigo de deposição de resíduos) tinha níveis mais baixos e a maioria dos contaminantes, estando próxima dos valores de controlo. Surpreendentemente, a Brown Bay “Exterior” apresentou um aumento nas concentrações de contaminantes de 2000 até 2014, sugerindo o movimento de contaminantes ligados aos sedimentos dos locais interiores para exteriores, possivelmente devido à sua ressuspensão e transporte lateral. Estes padrões de contaminação coincidem com a distância em relação à localização atual da estação, quanto mais próximo o local, maior a contaminação.</p>



<p>Os níveis de contaminação nos locais em redor de Casey revelaram ser muito superiores aos encontrados em outras estações australianas, mas semelhantes aos das áreas afetadas pela Estação McMurdo, dos EUA. Os níveis de contaminação na Brown Bay são também semelhantes a alguns estuários fortemente modificados em todo o mundo, como o Porto de Sydney e de Rio de Janeiro, podendo ter efeitos significativos na saúde das espécies de peixes bentónicos, como observado noutras estações. No entanto, o artigo destaca que a extensão espacial da contaminação em torno das estações antárticas é provavelmente limitada a alguns quilómetros da estação devido à natureza calma dos ambientes submarinos costeiros na Antártida.</p>



<p>Em resumo, o artigo sublinha os impactos ambientais associados às Estações, como a Casey, na Antártida. Embora essas bases sejam essenciais para a pesquisa científica, devem ser geridas com cuidado para mitigar os efeitos ecológicos neste ambiente sensível e intocado.</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Autor: Lucas Bastos</p>



<p>Referencias: Stark JS, Johnstone GJ, King C, Raymond T, Rutter A, Stark SC, et al. (2023) Contamination of the marine environment by Antarctic research stations: Monitoring marine pollution at Casey station from 1997 to 2015. PLoS ONE 18(8): e0288485. DOI: 10.1371/JOURNAL.PONE.0288485</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Impacto das atividades pesqueiras nas populações do albatroz-errante, no Oceano Antártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2023/06/15/impacto-das-atividades-pesqueiras-nas-populacoes-do-albatroz-errante-no-oceano-antartico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 23:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
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					<description><![CDATA[As atividades pesqueiras apresentam um papel crítico na conservação de muitos vertebrados marinhos, sendo uma ameaça a estes seres vivos por “bycatch” (1), colisão com embarcações ou sobrepesca dos seus recursos. Um exemplo de vertebrado marinho que enfrenta esta ameaça são os albatrozes. Aves marinhas que se alimentam de restos de outros organismos, sendo atraídas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As atividades pesqueiras apresentam um papel crítico na conservação de muitos vertebrados marinhos, sendo uma ameaça a estes seres vivos por “bycatch” (<strong>1</strong>), colisão com embarcações ou sobrepesca dos seus recursos. Um exemplo de vertebrado marinho que enfrenta esta ameaça são os albatrozes. Aves marinhas que se alimentam de restos de outros organismos, sendo atraídas pelos descartes das embarcações pesqueiras, os albatrozes percorrem longas distâncias à procura de alimento, o que os coloca em risco pelas atividades pesqueiras que ocorrem em águas nacionais e internacionais. Uma espécie muito afetada pelas ameaças referidas anteriormente é o albatroz-errante (<em>Diomedea exulans</em>). A população desta espécie na ilha Geórgia do Sul tem vindo a decrescer rapidamente desde os anos 1970.</p>



<p>De modo a estudar as interações entre o albatroz-errante e as atividades pesqueiras do oceano Antártico, utilizaram-se detetores de radar GPS e informação relativa à deslocação de embarcações pesqueiras. Este estudo teve em consideração as diferentes fases de vida do albatroz-errante e o sexo, variáveis que muitas vezes não são levadas em consideração nos estudos.</p>



<p>Os resultados demonstraram que o uso de diferentes tipos de materiais e redes de pesca levam a que o número de visitas do albatroz-errante diferencie. As embarcações pesqueiras que utilizam palangreiros com linhas fixas têm uma maior probabilidade de serem vistas por esta ave marinha, quando comparadas com outros tipos de redes de pesca (arrasto de fundo<em>, squid jiggers- </em>iscas artificiais que atraem lulas-<em> e </em>palangreiros com redes de arrasto).</p>



<p>Da análise da taxa de bycatch em relação às diferentes fases do ciclo de vida dos albatrozes-errantes, observou-se um aumento no número de visitas por estes durante o período de incubação (Fig. 1). No entanto, é importante referir que caso não ocorram descartes e se presas estiverem disponíveis nas redondezas, o albatroz não visita a embarcação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/06/CaC202306.png" alt="" class="wp-image-6496" width="462" height="439"/><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 1 –Número de localizações com embarcações visitadas (a um raio de 5km da embarcação) em cada fase do ciclo de vida de albatrozes-errantes monitorizados na Geórgia do Sul.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para a conservação do albatroz-errante e outras espécies de aves marinhas vulneráveis ao bycatch, é importante que ocorra comunicação com operadores e gerentes dos tipos de embarcações pesqueiras que se cruzam com estas espécies com mais frequência e, que sejam implementadas melhores práticas relativamente à mitigação de <em>bycatch</em> de aves marinhas; taxas de <em>bycatch</em> para aves marinhas e monitorização do cumprimento dessas regras.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Bycatch= Captura accidental de espécies que não são alvo da pescaria.</li>
</ul>



<p></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<p>Referência: Carneiro, A. P. B., Clark, B. L., Pearmain, E. J., Clavelle, T., Wood, A. G., &amp; Phillips, R. A. (2022). Fine-scale associations between wandering albatrosses and fisheries in the southwest Atlantic Ocean. Biological Conservation, 276.  DOI: &nbsp;https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109796</p>



<p>Autora: Mariana Quitério</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como fortalecer a ligação entre a ciência e a política?</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2023/02/15/como-fortalecer-a-ligacao-entre-a-ciencia-e-a-politica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Relações humanas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Antártida encontra-se ameaçada pelo crescente impacto de diversas atividades antropogénicas que afetam os seus valores ambientais, científicos e históricos. Alguns dos impactos incluem as alterações climáticas, poluição, destruição de habitat, perturbações da vida selvagem e introdução de espécies não nativas. De modo a fomentar acordos internacionais juridicamente vinculativos, investigadores trabalharam colectivamente para desenvolver políticas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Antártida encontra-se ameaçada pelo crescente impacto de diversas atividades antropogénicas que afetam os seus valores ambientais, científicos e históricos. Alguns dos impactos incluem as alterações climáticas, poluição, destruição de habitat, perturbações da vida selvagem e introdução de espécies não nativas. De modo a fomentar acordos internacionais juridicamente vinculativos, investigadores trabalharam colectivamente para desenvolver políticas ambientais na Antártida. As vias de comunicação ciência-política da Antártida, presentes na figura 1, demonstram a interligação entre os vários intervenientes. No que diz respeito à concepção de informação, cabe aos cientistas conduzirem investigação para se formularem decisões que resultem numa gestão positiva do ambiente Antártico.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="592" height="390" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/02/Fig-1.png" alt="" class="wp-image-6150" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/02/Fig-1.png 592w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/02/Fig-1-300x198.png 300w" sizes="(max-width: 592px) 100vw, 592px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig.1 Vias de comunicação ciência-política antártica. ATCM= Reunião Consultiva do Tratado Antártico; CEP= Comité de Proteção Ambiental; SC-CAMLR= Comité Científico para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos ; SCAR= Comité Cientifico de Pesquisa Antártica.</figcaption></figure>
</div>


<p>O Comité Cientifico de Pesquisa Antártica (SCAR) conta já com uma grande base de informação que permite que as autoridades políticas tenham acesso a dados científicos relevantes e de confiança. O protocolo de proteção ambiental do tratado da Antártida trabalha no sentido de avaliar o impacto ambiental de determinadas atividades, tais como a conservação da fauna e flora, a eliminação e gestão de resíduos, e a proteção e gestão da área.</p>



<p>É vantajoso a ciência contribuir para a formulação de políticas, uma vez que permite:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Compreender e responder às consequências ambientais das mudanças climáticas na Antártida;</li>



<li>Abordar os riscos à biodiversidade associados com a introdução de espécies exóticas e a transferência de espécies nativas entre biorregiões dentro da Antártida;</li>



<li>A gestão adequada dos impactos ambientais do turismo e de atividades não governamentais; e</li>



<li>Melhorar a eficácia da gestão de áreas protegidas, inclusive o aumento do sistema de áreas protegidas da Antártida.</li>
</ul>



<p>O envolvimento de cientistas de vários países e/ou apoio multinacional para evidências de pesquisa apresentadas pode facilitar a construção do Sistema do Tratado da Antártida (ATS). Quanto maior o envolvimento de jovens cientistas, inclusive por meio da Associação de Jovens Cientistas Polares (APECS), maior a oportunidade para aprimorar a interface entre ciência e política.</p>



<p>Os autores deste artigo explicam, ainda, como melhorar o processo de elaboração de políticas. Por exemplo, uma maior consciencialização por parte da comunidade cientifica sobre as oportunidades de informar a formulação de políticas ambientais dentro do ATS. Também, uma comunicação mais clara do ATCM e do CEP relativamente às lacunas específicas de conhecimento que deverão ser preenchidas, contribuindo assim para o progresso da proteção ambiental antártica. A SCAR poderia, ainda, auxiliar de modo a fortalecer substancialmente a comunicação dos seus membros sobre as áreas de pesquisa necessárias para a ATCM e para o CEP. É também importante continuar a informar a comunidade científica através de reuniões sobre as rotas onde se formam políticas relevantes, a partir de uma boa comunicação cientifica aos formuladores de políticas.</p>



<p>A cooperação entre cientistas e políticos torna eficaz a implementação de medidas que fortalecem a estrutura governamental da Antártida, um continente que equivale ao espaço da Europa. É preciso ainda uma melhor comunicação cientifica e política, combinada com um melhor plano de financiamento para a ciência, relevante para políticas de proteção do meio Antártico.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Referência</strong>: Hughes, K. A., Constable, A., Frenot, Y., López-Martínez, J., McIvor, E., Njåstad, B., Terauds, A., Ligget, D., Roldan, G., Wilmotte, A. &amp;  Xavier, J. C. (2018). Antarctic environmental protection: Strengthening the links between science and governance. Environmental Science &amp; Policy, 83, 86-95. <a href="https://doi.org/10.1016/j.envsci.2018.02.006">https://doi.org/10.1016/j.envsci.2018.02.006</a></p>



<p><strong>Autora</strong>: Raquel Coimbra</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como identificamos regiões altamente importantes ecologicamente?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2023 17:16:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
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					<description><![CDATA[Os humanos e as suas atividades alteraram os ecossistemas marinhos ao longo da história e mais recentemente no tempo, as Áreas Marinhas Protegida (MPA) tornaram-se uma ferramenta cada vez mais popular e de reposta para a conservação e gestão da biodiversidade. &#160;Ao longo de quase 20 anos, várias iniciativas internacionais apelaram à adoção de redes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os humanos e as suas atividades alteraram os ecossistemas marinhos ao longo da história e mais recentemente no tempo, as Áreas Marinhas Protegida (MPA) tornaram-se uma ferramenta cada vez mais popular e de reposta para a conservação e gestão da biodiversidade. &nbsp;Ao longo de quase 20 anos, várias iniciativas internacionais apelaram à adoção de redes representativas de Áreas Marinhas Protegidas (MPA), e mais recentemente, em 2015, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 das Nações Unidas voltou a mencionar a necessidade critica de proteger o mínimo de 10% das áreas costeiras e marinhas. Posteriormente, apesar de a proteção global de áreas marinhas protegidas tenha aumentado de 2,9 para 7,5% de 2010 a 2019, ainda fica aquém da meta de Aichi de 10% (2020) e, de facto, metas mais altas de 30% podem ser necessárias. &nbsp;Além disso, as Áreas Marinhas Protegidas onde apenas as atividades humanas leves são permitidas, isto é, sem pesca, tráfico elevado, entre outras, cobrem apenas 2,7% dos oceanos.</p>



<p>Definir estas Áreas é particularmente complexo, muitas das vezes inclui águas internacionais, ou águas em zonas económicas exclusivas de diferentes países, ou mesmo áreas importantes de recursos marinhos. No entanto é crucial que estas áreas englobem zonas altamente importantes ecologicamente para o maior número de espécies possíveis.</p>



<p>Assim este estudo, conduzido no Oceano Austral que circunda todo o continente Antártico, procurou identificar as áreas mais importantes de 17 espécies de aves e mamíferos marinhos que habitam e/ou usam esta região, desde espécies pinguins, albatrozes, foca, baleias etc. Esta identificação foi feita através do uso de dados obtidos por GPS (colocados nas diferentes espécies), que desta forma nos dá a localização e movimentos dos animais, em resposta a mais de 15 variáveis ambientais (ex.: concentração de gelo, profundidade, salinidade etc.) Por fim, com o uso de modelos computacionais, foi possível identificar áreas ecologicamente importantes para um grande número de espécies, representado assim áreas cruciais para o sucesso das mesmas (Figura 1).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/01/CaC0123.png" alt="" class="wp-image-5750" width="361" height="471" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/01/CaC0123.png 722w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/01/CaC0123-230x300.png 230w" sizes="(max-width: 361px) 100vw, 361px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1. Mapa do Oceano Austral e as correntes Áreas Marinhas Protegidas (cor de laranja), e as Áreas propostas (cor-de-rosa).</figcaption></figure>
</div>


<p>Por fim, este conhecimento aumenta consideravelmente a nossa compreensão desta região e ajuda a estabelecer que zonas e áreas deverão ser no futuro potencialmente protegidas e declaras como Áreas Marinha Protegidas pela sua importante função ecológica.</p>



<p>______________________</p>



<p><strong>Fonte</strong>:</p>



<p>Reisinger, R. R., Brooks, C. M., Raymond, B., Freer, J. J., Cotté, C., Xavier, J. C.,.. &amp; Hindell, M. (2022). Predator-derived bioregions in the Southern Ocean: Characteristics, drivers and representation in marine protected areas.&nbsp;<em>Biological Conservation</em>,&nbsp;<em>272</em>, 109630.</p>



<p>Hindell, M.A., Reisinger, R.R., Ropert-Coudert, Y.&nbsp;<em>et al.</em>&nbsp;Tracking of marine predators to protect Southern Ocean ecosystems.&nbsp;<em>Nature</em>&nbsp;<strong>580</strong>, 87–92 (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2126-y</p>



<p><strong>Autor</strong>: José Abreu</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Plásticos na Antártida? O que sabemos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 01:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Contaminantes ambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[A Antártida e o Oceano Austral, continuam hoje a ser dos locais mais remotos do planeta. Contudo, como consequência do crescimento humano, também estes locais estão cada vez mais a ser sujeitos às pressões das atividades antropogénicas. Neste contexto, inúmeros estudos têm documentado a poluição por plásticos, nas últimas décadas, de modo a compreender melhor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-foo">A Antártida e o Oceano Austral, continuam hoje a ser dos locais mais remotos do planeta. Contudo, como consequência do crescimento humano, também estes locais estão cada vez mais a ser sujeitos às pressões das atividades antropogénicas.</p>



<p id="viewer-d8l6o">Neste contexto, inúmeros estudos têm documentado a poluição por plásticos, nas últimas décadas, de modo a compreender melhor a escala desta problemática.</p>



<p id="viewer-5v7s7">O pensamento mais vulgar na sociedade, quando falamos em plástico, é sempre como objetos de grandes dimensões como garrafas, sacos, entre outros, no entanto, o problema dos plásticos é mais grave devido à sua fragmentação, que acaba por produzir milhares de pedaços mais pequenos, muitos quase ou mesmo invisíveis a olho nu. Há diferentes categorias, mas estes podem ser desde os nano-plásticos (&lt; 1 nanometro) aos macro-plásticos (&gt; 10 milímetros).</p>



<p id="viewer-4tden">Este estudo revela assim uma visão global do estado atual dos plásticos na Antártida, as possíveis fontes, impactos e medidas que estão a ser tomadas. Os nano-plásticos têm normalmente origem nos produtos comercias e a sua consequente fragmentação, na atividade farmacêutica, detergentes, cosméticos, etc. Apesar de remota, uma parte considerável da ocorrência na Antártida é trazida devido às correntes oceânicas e atmosféricas, que acabam por agregar o “lixo” marinho mais fortemente numas regiões que outras. Atualmente, a região da península Antártica, no sector atlântico do oceano Austral, é a região mais afetada na Antártida, e igualmente a que mais pressão humana sofre. Além das origens acima mencionadas, a pesca e o turismo são também das principais fontes de poluição de plásticos no oceano Austral.</p>



<p id="viewer-2e8e5">Além da presença destes nos oceanos, plataformas de gelo, continentes e ilhas antárticas, também nas várias espécies foram já documentadas a ingestão de plásticos, desde aves (ex.: albatrozes, pinguins), peixes (ex.:peixe-gelo, bacalhau da patagónia), bentos (ouriço do mar), etc.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/08/1-s2.0-S2772735122000488-gr2.jpg" alt="" class="wp-image-3877" width="518" height="317" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/08/1-s2.0-S2772735122000488-gr2.jpg 690w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/08/1-s2.0-S2772735122000488-gr2-300x183.jpg 300w" sizes="(max-width: 518px) 100vw, 518px" /><figcaption>Figura 1 – Distribuição dos vários locais e espécies onde foram já documentados a presença e ingestão de plásticos na Antártida e oceano Austral.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-b8eff">Entre os impactos, o plástico pode servir como transportador de bactérias e patogénicos, que não ocorrem normalmente na Antártida, e com isso ter graves consequências para a fauna e flora locais. A ingestão pelas diversas espécies, pode também trazer riscos de saúde para os próprios animais, visto muito destes plásticos possuírem químicos tóxicos na sua composição. Por outro lado, a ingestão de pedaços de grandes dimensões, como cordas, redes de pesca, linhas, já provocou a morte a inúmeros indivíduos ou situações de estrangulamento, o que provoca feridas e inflamações graves.</p>



<p id="viewer-90jds">Atualmente, com o reconhecimento deste problema, muitos dos intervenientes mais ativos nesta região têm vindo a criar condições e medidas que visam a redução da introdução de plástico nesta zona crucial do planeta Terra. Como exemplo, o Comité Científico de Investigação na Antártida (SCAR) criou em 2018 um grupo de trabalho dedicado exclusivamente à compreensão e avaliação das diferentes fontes, distribuição e ocorrência do plástico. O próprio Tratado da Antártida, está também a integrar este novo desafio, e o seu anexo IV, menciona já a total proibição de qualquer descarte de plástico para águas antárticas. Por sua vez a Convenção para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR) tem imposto a redução de vários objetos de plástico ao mínimo possível nas atividades de pesca. Por último, o turismo tem cada vez mais realizado atividades educativas neste âmbito, de limpeza das costas, e apoiado a investigação e conservação neste sentido.</p>



<p id="viewer-dlbp9">Pela frente, há ainda o desafio de compreender o melhor possível quais os verdadeiros efeitos que o plástico terá nesta região, e como os poderemos mitigar eficazmente. Contudo os intervenientes, desde governos, empresas, turismo, ciência, estão a mover-se na direção para juntos combaterem este problema.</p>



<p id="viewer-7nrb">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-cji7h"><strong>Fonte:</strong> Caruso, G., Bergami, E., Singh, N., &amp; Corsi, I. (2022). Plastic occurrence, sources, and impacts in Antarctic environment and biota. Water Biology and Security, 100034. <a rel="noreferrer noopener" href="https://doi.org/10.1016/j.watbs.2022.100034" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.watbs.2022.100034</a></p>



<p id="viewer-bhtt8"><strong>Autores:</strong> Diana Rodrigues e José Abreu</p>
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		<title>Como melhorar a contagem de pinguins imperador do espaço</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 01:41:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias de senso remoto para o estudo da vida selvagem veio mudar a forma como podemos estudar certos ecossistemas, ecossistemas estes de difícil acesso aos cientistas por serem locais inóspitos. O uso de imagens de satélite de alta resolução é uma nova ferramenta que veio permitir estudar as populações [&#8230;]]]></description>
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<p>Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias de senso remoto para o estudo da vida selvagem veio mudar a forma como podemos estudar certos ecossistemas, ecossistemas estes de difícil acesso aos cientistas por serem locais inóspitos. O uso de imagens de satélite de alta resolução é uma nova ferramenta que veio permitir estudar as populações do icónico pinguim imperador (<em>Aptenodytes forsteri</em>).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2.webp" alt="" class="wp-image-3032" width="330" height="483" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2.webp 659w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2-205x300.webp 205w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /></figure></div>



<p>Estas imagens, de 30 a 60 cm de resolução, permitem distinguir estas aves marinhas durante a sua época de reprodução quando estas se encontram sob as plataformas de gelo ao longo da costa da Antártida. A sua deteção acontece quando os pinguins, normalmente em conjuntos de centenas ou milhares de indivíduos, deixam uma marca muito característica e de grande tamanho de guano (i.e., excrementos de aves marinhas), passível de se conseguir reconhecer nas imagens de satélite pelo contraste de cores do castanho do guano com o branco do gelo. Isto permitiu pela primeira vez fazer uma contagem do número colónias de pinguins imperador existentes ao redor da Antártida. Atualmente, sabe-se que existem 66 colónias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-1024x768.webp" alt="" class="wp-image-3033" width="768" height="576" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-1024x768.webp 1024w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-300x225.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-768x576.webp 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2.webp 1288w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>Adulto e cria de pinguim imperador. Foto por Peter Fretwell.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-4gbpr">Mas, como a perfeição é difícil de alcançar, todas as tecnologias acabam por ter as suas imperfeições e limitações. À data, para representação do número total de indivíduos de uma determinada colónia, apenas se usa uma imagem de satélite por ano. Mas será que este método é o mais correto? Será que essa imagem nos transmite a verdadeira dinâmica de uma colónia num ano? Foram essas questões que levaram investigadores norte-americanos e colegas internacionais a procurarem elucidar um pouco mais sobre as limitações que esta tecnologia pode ter para a contagem de pinguins imperador.</p>



<p id="viewer-dj3qe">Neste estudo, os autores avaliaram dois tipos de variáveis que podem influenciar o número de pinguins contáveis numa determinada imagem de satélite de alta resolução. Estas são variáveis relacionadas com o próprio satélite (p.e., azimute solar), que podem projetar sombras na imagem impedindo a contagem correta das aves, ou variáveis ambientais (p.e., vento e temperatura), que podem influenciar a dispersão dos pinguins (pinguins mais dispersos são mais fáceis de contar).</p>



<p id="viewer-b4mfi">Três das colónias mais representativas em termos de números foram usadas como locais de estudo: Atka Bay e Stancomb-Wills (colónias no sector do mar de Weddell) e Coulman Island (colónia no sector do mar de Ross).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="492" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2.webp" alt="" class="wp-image-3034" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2-300x199.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2-391x260.webp 391w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://zslpublications.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/rse2.233" target="_blank">Índices populacionais (por mil m2) de outubro a dezembro de 2011 das colónias de pinguim imperador de Atka Bay, Stancomb-Wills e Coulman Island.</a></figcaption></figure>



<p id="viewer-4pqhk">Os autores concluíram que usar apenas uma imagem por ano para obter conclusões sobre os números de pinguins imperador de uma determinada colónia poderá não ser a melhor forma, uma vez que as influências das variáveis estudadas levaram a números de indivíduos muito diferentes entre si. O uso destas variáveis será uma mais-valia e pode ajudar a contar o número de pinguins imperador, permitindo obter números mais próximos do real.</p>



<p id="viewer-7eprh">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-ear9p"><strong>Fonte:</strong> Labrousse, S., Iles, D., Viollat, L., Fretwell, P., Trathan, P. N., Zitterbart, D. P., Jenouvrier, S. &amp; LaRue, M. (2022). Quantifying the causes and consequences of variation in satellite‐derived population indices: a case study of emperor penguins. Remote Sensing in Ecology and Conservation, 8(2), 151-165. <a href="https://doi.org/10.1002/rse2.233" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1002/rse2.233</a></p>



<p id="viewer-228oh"><strong>Autor:</strong> Hugo Guímaro</p>
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