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	<title>Direitos Humanos &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>O (não-)Altruísmo da Transição Verde na Comunidade Saami</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 15:44:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A Noruega é um país que tem estado na vanguarda no combate às alterações climáticas. De facto, tem havido um grande investimento e incentivo do governo norueguês na produção de energias renováveis com vista a reduzir a dependência em combustíveis fósseis. Tem, portanto, havido um aumento considerável de grandes parques eólicos com vista a assegurar [&#8230;]]]></description>
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<p>A Noruega é um país que tem estado na vanguarda no combate às alterações climáticas. De facto, tem havido um grande investimento e incentivo do governo norueguês na produção de energias renováveis com vista a reduzir a dependência em combustíveis fósseis. Tem, portanto, havido um aumento considerável de grandes parques eólicos com vista a assegurar uma transição energética amiga do ambiente e focada em cumprir o Acordo de Paris.</p>



<p>Este artigo quer, fundamentalmente, chamar a atenção para o outro lado da medalha no que concerne ao tópico das transições energéticas. Por um lado, as políticas nacionais são promotoras da sustentabilidade e da ecologia, onde as grandes empresas de energias renováveis consolidam os seus negócios e indústrias. Por outro lado, esta transição energética (“mais amiga do ambiente”) tem um efeito negativo nas pequenas comunidades e nas suas tradições socioculturais.</p>



<p>O caso da minoria Sámi (Figura 1), no território norueguês, é um exemplo deste paradoxo entre os benefícios das energias verdes e da sobrevivência da comunidade Indígena.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="323" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture1-1.png" alt="" class="wp-image-7014" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture1-1.png 500w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture1-1-300x194.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: Mulher Sami perto de um rebanho de renas. Fonte: Ever-Changing Sami Livelihoods; Historical Discourses towards Modernity Described from a Biopolitical and Geopolitical Perspective, 2018.</figcaption></figure>
</div>


<p>A construção de vastos parques eólicos, que atravessam o território destinado ao pastoreio de renas (Figura 2), constitui um exemplo flagrante de como uma transição verde abrupta e forçada põe em risco uma das principais actividades desta comunidade (Figura 3). Por outras palavras, a instalação de centrais eléctricas ameaçam a continuação da pastorícia dos rebanhos de renas e das tradições Sámi.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="483" height="457" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture12.png" alt="" class="wp-image-7015" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture12.png 483w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture12-300x284.png 300w" sizes="(max-width: 483px) 100vw, 483px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>igura 2 : Mapa mostrando a localização de dois parques eólicos dentro do território Sámi. Fonte: The Conflict between a ‘Green Economy’ and Indigenous Livelihoods: A Norwegian Case., 2021</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="560" height="316" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture2.png" alt="" class="wp-image-7016" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture2.png 560w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2024/05/Picture2-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 3: Parques eólicos ocupando a pastagem dos pastores de renas Sámi. Copyright: Heiko Junge / NTB / AFP</figcaption></figure>
</div>


<p>O Povo Sámi, há muito estabelecido no Norte da península Escandinava e de Kola, tem um passado de colonialismo onde foi assimilando costumes ocidentais. A imposição do colonialismo foi uma ameaça à continuidade desta minoria. Porém, as comunidades têm sido resilientes e capazes de arranjar soluções para manterem a sua identidade e cultura. Com efeito, em 1989, foi criada a Lei Norueguesa Sámi onde o governo norueguês tem o dever de garantir que a cultura das comunidades Sámi é protegida e devem assegurar o bom funcionamento da Assembleia Sámi. Para além disso, também o governo tem de garantir que a comunidade é ouvida antes de tomar decisões para o país.</p>



<p>Desta forma, no artigo são analisadas entrevistas a pessoas (Sámi) ligadas à actividade da pastorícia de renas e é feito um balanço do impacto que a instalação de campos eólicos tem na comunidade. Paralelamente, é possível verificar um sentimento de falta de compromisso do governo norueguês para com os Sámi e de como esta comunidade quer continuar a lutar para ser ouvida.</p>



<p>Concluindo, a transição para energias mais verdes pode e deve ser feita, mas deve incluir&nbsp; as comunidades Indígenas que vivem dentro dos territórios soberanos. A inclusão da voz dos Sámi neste processo é fundamental para que a transição energética seja, de facto, para todos. É também importante alertar para os perigos de exclusão das minorias de forma a ajudar a criar uma opinião pública bem informada e capaz de reconhecer que as comunidades também têm o direito de ser ouvidas e salvaguardadas pela justiça.</p>



<p>Referência: Normann, S. (2021). Green colonialism in the Nordic context: Exploring Southern Saami representations of wind energy development. Journal of Community Psychology, 49(1), 77–94. </p>



<p><a href="https://doi.org/10.1002/jcop.22422">https://doi.org/10.1002/jcop.22422</a></p>



<p>Autor: Santiago Villalobos Dantas</p>
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