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	<title>Espécies terrestres &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Espécies terrestres &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>Anfíbios antárticos: Um olhar para o passado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 23:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de limitada em tamanho, a Antártida possui áreas livres de gelo que desempenham um papel crucial na compreensão da história antiga desta região. Fósseis encontrados nessas regiões revelam informações sobre o clima e formas de vida diversas que outrora prosperaram lá. Portanto, essas áreas fornecem uma janela para o passado do continente, ajudando os [&#8230;]]]></description>
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<p>Apesar de limitada em tamanho, a Antártida possui áreas livres de gelo que desempenham um papel crucial na compreensão da história antiga desta região. Fósseis encontrados nessas regiões revelam informações sobre o clima e formas de vida diversas que outrora prosperaram lá. Portanto, essas áreas fornecem uma janela para o passado do continente, ajudando os cientistas a reconstruir como o clima e a biodiversidade dos ambientes antárticos se transformaram ao longo de milhões de anos. Além disso, o estudo dessas áreas livres de gelo pode fornecer informações sobre como esses ambientes evoluíram e se adaptaram às condições ambientais em constante mudança.</p>



<p>Durante expedições nos verões austrais de 2011, 2012 e 2013, um grupo de pesquisadores argentinos e suecos fez uma descoberta interessante na Ilha Seymour, na Península Antártica (64°14&#8217;S, 56°37&#8217;O). A equipa encontrou os restos de uma criatura parecida com um sapo em amostras de sedimentos do período Eoceno, datadas de cerca de 40 milhões de anos atrás (Figura 1). Os restos consistiam em um ílio fossilizado, que pode ser atribuído a um lissanfíbio, ordem Anura, e um osso craniano esculpido, que provavelmente pode ser atribuído a um anuro hiperossificado (Figura 2). Essas amostras foram então transportadas, e várias fotos foram tiradas com equipamento especializado para criar um modelo 3D dos fragmentos ósseos e uma análise detalhada. Os restos podem ser encontrados no Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo, onde estão armazenados até hoje.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="520" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01-1024x520.png" alt="" class="wp-image-6578" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01-1024x520.png 1024w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01-300x152.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01-768x390.png 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01-1536x780.png 1536w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-01.png 1632w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Figura 1. Esquema da escala de tempo geológico (esquerda) e um mapa de como o Continente Antártico pareceria durante os períodos Paleogéneo e Eoceno (direita). Os círculos vermelhos indicam a localização onde a Ilha Seymour estaria. Crédito da imagem para abordagem criativa de Ray Troll (esquerda) e Reguero et al. (2013) (direita).</p>



<p>Com base nas características dos fósseis, os espécimes foram atribuídos ao género sul-americano <em>Calyptocephalla</em>, da família Calyptocephalellidae, também conhecidos como “sapo de capacete”. Fósseis de anfíbios desta família são amplamente conhecidos desde os finais do Cretáceo na Patagónia, tendo estes se extinguido na Patagónia Argentina durante o Mioceno, provavelmente devido ao surgimento dos Andes que levou a uma diminuição da humidade. Essa hipótese é apoiada pela sobrevivência desta família até os dias atuais em um refúgio temperado e húmido nos Andes chilenos centrais. A Figura 3 ilustra como o ambiente seria há 40 milhões de anos na Península Antártica. Além disso, essa descoberta apoia o cosmopolitismo de Gonduana, que se refere à distribuição generalizada de certos organismos por diferentes continentes que eram parte do supercontinente Gonduana.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="477" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02-1024x477.png" alt="" class="wp-image-6579" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02-1024x477.png 1024w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02-300x140.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02-768x357.png 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02-1536x715.png 1536w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-02.png 1723w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Figura 2. Imagens dos fósseis de um ílio (esquerda) e osso craniano (direita) de um anuro. Crédito da imagem para o artigo apresentado neste texto.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="375" height="452" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-03.png" alt="" class="wp-image-6580" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-03.png 375w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/08/Um-olhar-para-o-passado-03-249x300.png 249w" sizes="(max-width: 375px) 100vw, 375px" /></figure>
</div>


<p>Figura 3. Reconstrução do ambiente Eoceno em que o sapo com capacete Calyptocephalla habitava. Crédito da imagem para o artigo apresentado neste texto.</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Referência: Mörs T., Reguero M., &amp; Vasilyan D. (2020) First fossil frog from Antarctica: implications for Eocene high latitude climate conditions and Gondwanan cosmopolitanism of Australobatrachia. Scientific Reports 10: 5051. DOI: <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-020-61973-5">https://doi.org/10.1038/s41598-020-61973-5</a></p>



<p>Autor: Ricardo Matias</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Usar drones para estudar o comportamento dos ursos polares</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2022/12/15/usar-drones-para-estudar-o-comportamento-dos-ursos-polares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 00:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
		<category><![CDATA[Monitorização]]></category>
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					<description><![CDATA[O aumento das temperaturas que se tem verificado no Ártico tem resultado numa rápida deterioração da cobertura sazonal de gelo marinho, sendo a maior ameaça para o urso polar (Ursus maritimus Phipps, 1774). Os ursos polares caçam principalmente mamíferos marinhos recorrendo para tal às plataformas de gelo marinho que se formam. No entanto, devido à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O aumento das temperaturas que se tem verificado no Ártico tem resultado numa rápida deterioração da cobertura sazonal de gelo marinho, sendo a maior ameaça para o urso polar (<em>Ursus maritimus</em> Phipps, 1774). Os ursos polares caçam principalmente mamíferos marinhos recorrendo para tal às plataformas de gelo marinho que se formam. No entanto, devido à diminuição da extensão deste gelo, começam a ter grandes dificuldades em procurar e capturar as suas presas. Consequentemente, esta diminuição no acesso às presas provoca um ciclo de efeitos negativos, desde a redução da condição corporal dos ursos polares, à diminuição do número de crias e, em algumas regiões, ao declínio populacional.</p>



<p>Apesar da existência de vários estudos que abordam o efeito que o clima induz na extensão do gelo marinho e consequentemente nas populações de ursos polares, é igualmente fundamental perceber quais os impactos que as alterações climáticas podem ter no comportamento individual desta espécie (ex.: aumento da procura de recursos terrestres; aumento dos conflitos urso-homem).</p>



<p>Desta forma, os drones tem-se tornado numa importante ferramenta para realizar investigações na área da conservação da vida selvagem, uma vez que, é cada vez mais reconhecida como uma alternativa aos métodos tradicionais para a recolha de dados. Sendo uma ferramenta acessível e não invasiva, pode corresponder a uma boa alternativa para recolher dados sem perturbar a vida selvagem.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/urso-polar.png" alt="" class="wp-image-5720" width="510" height="419" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/urso-polar.png 680w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/urso-polar-300x246.png 300w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1. Drone pairando sobre um urso polar em East Bay Island (Nunavut, Canadá). Esta imagem demonstra polar.</figcaption></figure>
</div>


<p>Neste estudo os autores pretendem então destacar quais os benefícios de recorrer à utilização de drones para estudar o comportamento dos ursos polares. Para tal, utilizaram drones para estudar o comportamento de procura e captura de presas de ursos polares em East Bay Island, Nunavut, Canadá (64°01&#8217;47.00” N, 81 °47&#8217;16.7” W) ao longo de três temporadas de campo (2016 – 2018).</p>



<p>Relativamente aos benefícios que a utilização de drones podem trazer aos estudos de comportamento do urso polar, os autores dividem-nos nos seguintes campos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Segurança humana e do urso&nbsp;</li>



<li>Recolha e qualidade de dados&nbsp;</li>



<li>Armazenamento e revisão de dados&nbsp;</li>



<li>Oportunidades de colaborar com comunidades locais</li>
</ul>



<p>Além destes benefícios, os autores identificaram ainda potenciais aplicações que os drones poderão ter no estudo do comportamento dos ursos polares:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Comportamento de procura de presas</li>



<li>Interações interespecíficas</li>



<li>Interação Homem-Urso</li>



<li>Segurança humana e mitigação de conflitos</li>



<li>Localização do local da toca</li>
</ul>



<p>Estudar as respostas individuais dos ursos polares aos efeitos climáticos permitirá recolher informação sobre o seu comportamento individual e consequentemente poderá ajudar a caracterizar as tendências populacionais. O recurso ao drone pode ser um mecanismo bastante útil para compreender qual o comportamento do urso polar a nível individual em pequenas escalas espaciais, onde muitas vezes os mecanismos tradicionais e os próprios investigadores são incapazes de chegar e monitorizar. Desta forma, o drone pode ser no presente e no futuro uma ferramenta crucial na ajuda a conservação desta espécie, dando dados outrora desconhecidos aos cientistas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/imagem-drone.png" alt="" class="wp-image-5721" width="510" height="420" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/imagem-drone.png 680w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/12/imagem-drone-300x247.png 300w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2. Captura por drone de dois ursos polares a nadar na água ao largo da costa de Ilha da Baía Leste.</figcaption></figure>
</div>


<p>Autores: Joana Fragão e José Abreu</p>



<p>Fonte: Jagielski, P. M., Barnas, A. F., Grant Gilchrist, H., Richardson, E. S., Love, O. P., &amp; Semeniuk, C. A. (2022). The utility of drones for studying polar bear behaviour in the Canadian Arctic: opportunities and recommendations. Drone Systems and Applications, 10(1), 97-110.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Espécies invasoras no Ártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2019/06/15/especies-invasoras-no-artico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2019 17:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
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					<description><![CDATA[As espécies invasoras são uma questão importante em todo o mundo. Estas espécies são animais ou plantas que são introduzidas num ambiente natural de onde não originam, trazendo consequências extremamente negativas para esse ambiente. As espécies invasoras alteram o equilíbrio dos ciclos ecológicos contribuindo para a degradação do ecossistema. Por causa disto põem em perigo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-3hdcb">As <a href="http://ec.europa.eu/environment/nature/invasivealien/index_en.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>espécies invasoras</u></a> são uma questão importante em todo o mundo. Estas espécies são animais ou plantas que são introduzidas num ambiente natural de onde não originam, trazendo consequências extremamente negativas para esse ambiente. As espécies invasoras alteram o equilíbrio dos ciclos ecológicos contribuindo para a degradação do ecossistema. Por causa disto põem em perigo as espécies nativas desse ecossistema, podem até levar à sua extinção.</p>



<p id="viewer-a3lav">Apesar de ainda não haverem registos de muitas espécies invasoras na região do Ártico é expectável um aumento devido ao crescimento da actividade humana e alterações climáticas. Um caso famoso de uma espécie invasora na região do Ártico é o cão-guaxinim (<em>Nyctereutes procyonoides</em>), que foi intencionalmente libertado no ambiente para caça. As consequências disto foram a predação de vários pássaros, a propagação da raiva, outras doenças e parasitas no norte da escandinávia.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="309" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_7d6ad8b226784845b328ead248ebae07mv2.webp" alt="" class="wp-image-2589" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_7d6ad8b226784845b328ead248ebae07mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_7d6ad8b226784845b328ead248ebae07mv2-300x125.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p id="viewer-8kq1j">Há várias maneiras preocupantes pela quais estas espécies podem invadir o Ártico, incluindo: barcos comerciais, agricultura, transporte de material contaminado, turismo entre outros.</p>



<p id="viewer-4jto4">O ecossistema Ártico e a sua biodiversidade são importantes de preservar. Os governos e outras entidades necessitam de trabalhar em conjunto de forma a eliminar as espécies invasoras já implementadas no Ártico e prevenir futuras contaminações. A <em>Estratégia e Plano de Ação da Espécies Invasoras do Ártico</em> (ARIAS) do Conselho Ártico é precisamente uma equipa multinacional com membros governamentais e não governamentais que colaboram nesta importante questão.</p>



<p id="viewer-190tk"></p>



<p id="viewer-eq9d8">&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-ee9gs"><strong>Fonte</strong>: J.K. Reaser, G.R. Howald and S.D. Veatch, <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.issg.org/pdf/publications/2019_Island_Invasives/Reaser.pdf" target="_blank"><u>A plan for the eradication of invasive alien species from Arctic islands</u></a> (2019) In: C.R. Veitch, M.N. Clout, A.R. Martin, J.C. Russell and C.J. West (eds.). Island invasives: scaling up to meet the challenge, 62: 679–686.</p>



<p id="viewer-dl5cn"><strong>Autora:</strong> Beatriz Bento</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ascendência do cão de trenó no Ártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2019/02/15/ascendencia-do-cao-de-treno-no-artico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
		<category><![CDATA[Subsistência]]></category>
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					<description><![CDATA[Atualizado: 6 de mar. de 2019 Nos últimos 15 000 anos, humanos e cães têm viajado, caçado e vivido juntos. Cães foram trazidos desde regiões asiáticas para a América do Norte pelos primeiros colonizadores. Muito mais tarde, quando europeus colonizaram as Américas, cães domésticos europeus cruzaram-se com cães indígenas, o que levou à mistura do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Atualizado: 6 de mar. de 2019</p>



<p id="viewer-57bup">Nos últimos 15 000 anos, humanos e cães têm viajado, caçado e vivido juntos. Cães foram trazidos desde regiões asiáticas para a América do Norte pelos primeiros colonizadores. Muito mais tarde, quando europeus colonizaram as Américas, cães domésticos europeus cruzaram-se com cães indígenas, o que levou à mistura do código genético. Mas estarão os cães modernos tão misturados que já não há vestígio da herança indígena? Em regiões mais remotas da América do Norte como o Ártico, este não é o caso.</p>



<p id="viewer-4b78j">No Ártico, o cão tem sido um companheiro com a importante tarefa de transportar os Inuit sobre a neve e o gelo. O cão de trenó – ou <em>qimmiq</em> na língua local Inuktitut – ainda são uma componente importante da cultura Inuit, sendo também o símbolo do único território nórdico totalmente governado por Inuit, Nunavut.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="370" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2.webp" alt="" class="wp-image-2557" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2-300x150.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p id="viewer-9ua5m">Investigadores dos Estados Unidos compararam DNA mitocondrial de cães modernos com vestígios de cães encontrados em escavações arqueológicas no Alasca Ártico e Gronelândia. Quando comparados com informação a nível global dos haplótipos [1] mais comuns em cães domésticos, os investigadores descobriram que o haplótipo A31, apenas observado em cães do Ártico, está presente no cão moderno e nos vestígios arqueológicos do cão indígena na Gronelândia, e em alguns cães modernos do Alasca. Este haplótipo, em conjunto com outros haplótipos únicos, mas menos frequentes, indica uma ascendência matrilinear indígena nos cães nórdicos modernos, provavelmente pouco ou nada modificada nos últimos 700 anos!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="296" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2.webp" alt="" class="wp-image-2558" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2-300x120.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Localização das escavações arqueológicas no Alasca (Cape Espenberg) e na Gronelândia (Qaqaitsut and Etah), indicados pelas setas.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-cfqsv">Este tipo de informação pode ser usado para seguir o rastro de rotas de migração humana no tempo e no espaço, uma vez que humanos e cães viajavam juntos. Tal como na Gronelândia, o DNA de cães em regiões como o este asiático, partes de África, ilhas do sudoeste asiático Austrália e meio oriente, ainda preserva informação relativa a migrações do Neolítico.</p>



<p id="viewer-1nuv8">[1] Haplótipos – gama de variações de DNA que são normalmente transmitidos em conjunto</p>



<p id="viewer-1pata"></p>



<p id="viewer-cuh97">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-57vad"><strong>Fontes:</strong> Brown SK, Darwent CM, Sacks BN (2013) Ancient DNA evidence for genetic continuity in arctic dogs. J Archaeol Sci 40:1279–1288. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440312004128?via%3Dihub" target="_blank"><u>10.1016/j.jas.2012.09.010</u></a>.</p>



<p id="viewer-1nl9e">Autor: Sara Pedro</p>
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		<item>
		<title>Conservação e turismo de mãos dadas: caso de estudo da Raposa-do-Ártico da Escandinávia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2018 01:12:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje em dia o interesse pelo turismo de vida selvagem tem vindo a crescer muito rápido. A procura de novas e variadas ofertas de experiências por parte do turismo de vida selvagem tem vindo a expandir-se a novas áreas , a novas espécies e através de novas formas de interação. Estas atividades têm a sua [&#8230;]]]></description>
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<p>Hoje em dia o interesse pelo turismo de vida selvagem tem vindo a crescer muito rápido. A procura de novas e variadas ofertas de experiências por parte do turismo de vida selvagem tem vindo a expandir-se a novas áreas , a novas espécies e através de novas formas de interação. Estas atividades têm a sua preferência em ambientes pristinos e de elevado valor de conservação justificando-se como ecologicamente e socialmente sustentáveis. Mesmo com estes argumentos, qualquer tipo de atividades tem impacto no meio ambiente, sendo a sua extensão variável. Os principais alvos de interesse deste turismo têm sido espécies raras ou em perigo, que são bastante sensíveis a qualquer tipo de distúrbio. Seja ele de forma muito reduzida, há sempre impacto.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="426" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_49487b09b39644d4a906a3f2fb321a0amv2.webp" alt="" class="wp-image-2532" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_49487b09b39644d4a906a3f2fb321a0amv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_49487b09b39644d4a906a3f2fb321a0amv2-300x173.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Raposa-do-Ártico (<em>Vulpes lagopus</em>) salta para cima de um turista. Fotografia: Pal Jakobsen</figcaption></figure></div>



<p>Por outro lado, assegurar a sustentabilidade ecológica pode ser a chave crucial para promover um futuro para as espécies e o seu habitat. O turismo de vida selvagem pode ter a capacidade de produzir contribuições económicas positivas para a conservação, uma vez que para muitas comunidades esta tem sido uma forma de sustento e ao mesmo tempo um incentivo para a conservação. É uma forma de turismo que pode afetar o comportamento e a atitude das pessoas, com capacidade de trazer benefícios de forma indireta aos animais e aos seus habitats.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="505" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_2077dc9f393e4512b266fea006a73c0fmv2.webp" alt="" class="wp-image-2533" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_2077dc9f393e4512b266fea006a73c0fmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_2077dc9f393e4512b266fea006a73c0fmv2-300x205.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_2077dc9f393e4512b266fea006a73c0fmv2-474x324.webp 474w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Cria de Raposa-do-Ártico a brincar. Fotografia: Konsta Punkka.</figcaption></figure></div>



<p>A Raposa-do-Ártico (<em>Vulpes lagopus</em>) é um caso de uma espécie em perigo que tem sido alvo de um interesse crescente por parte deste turismo. Estas são conhecidas por terem uma pelagem branca que funciona como camuflagem, de forma a que estas se misturem em ambientes de tundra. A sua pelagem é adaptada às estações, mudando com estas para uma tonalidade castanha ou cinzenta. Alimentam-se de roedores, aves e peixes, mas no inverno estas presas escasseiam e como tal seguem Ursos-Polares (<em>Ursus maritimus</em>) para se alimentarem dos restos das suas caçadas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="449" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_b710b01cc74c4a4b97883ee9f41dcfedmv2.webp" alt="" class="wp-image-2531" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_b710b01cc74c4a4b97883ee9f41dcfedmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_b710b01cc74c4a4b97883ee9f41dcfedmv2-300x182.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Raposa-Vermelha a alimentar-se de uma Raposa-do-Ártico. Fotografia: Don Gutoski.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-94vhh">Na Escandinávia estas foram perseguidas pela sua pele e pêlo que tinham grande valor económico. A sua população foi reduzida a números preocupantes e nem mesmo depois de receber proteção legal os seus números subiram. Estas também sofrem de competição direta com a Raposa-Vermelha (<em>Vulpes vulpes</em>), assim como com a redução de disponibilidade de alimento, nomeadamente de roedores.</p>



<p id="viewer-r3tm">Para ajudar a sua população, medidas como a caça à Raposa-Vermelha ou a criação de estações de alimentação foram cruciais para os seus números voltarem a aumentar. Atualmente, como a Escandinávia é uma região rica em atividades de lazer, tanto no verão como no inverno, as estações de turismo aproveitam para alertar para a problemática da Raposa-do-Ártico, apostando no turismo de vida selvagem. Os recursos económicos conseguidos através destas atividades são usados posteriormente para comprar comida de cão para, por exemplo, sustentar as estações de comida no verão.</p>



<p id="viewer-233vl">Foram demonstrados que estas atividades trazem impacto no comportamento diurno das raposas do ártico da região, mas não foi observado qualquer impacto negativo no sucesso reprodutivo da mesma, nem foi observado qualquer abandono das tocas durante anos. Existe algum impacto sim, mas muito baixo e só a nível individual. Este impacto também não demonstrou ser extensível a afetar a população.</p>



<p id="viewer-5aeki">Os impactos do turismo de vida selvagem são extremamente dependentes do contexto de espécie, variam de indivíduo para indivíduo, de população para população, assim como, por exemplo, com a disponibilidade de alimento. Neste caso, a relação entre impacto positivo e negativo tem sido compensada e tem sido um caso de sucesso, mas mais estudos de monitorização têm de ser realizados ao longo dos anos.</p>



<p id="viewer-2662l">Impactos positivos podem compensar os impactos negativos, mas nunca desfazer o que de errado pode ser feito. O turismo de vida selvagem tem vindo a crescer a olhos vistos e é uma forte forma de ajudar na conservação, mas é de frisar que isto também é um negócio, e como tal, é imprescindível nunca perder o mote do ecologicamente sustentável porque o objetivo final é a conservação e proteção destas espécies e habitats.</p>



<p id="viewer-cai8t">​</p>



<p id="viewer-5lsh9">&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-7iq0p"><strong>Fontes:</strong></p>



<p id="viewer-sl5l">Angerbjörn, A., Eide, N. E., Dalén, L., Elmhagen, B., Hellström, P., Ims, R. A., . . . Henttonen, H. (2013). Carnivore conservation in practice: Replicated management actions on a large spatial scale. Journal of Applied Ecology, 50, 59–67. doi: <a href="https://besjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/1365-2664.12033" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>10.1111/1365-2664.12033</u></a></p>



<p id="viewer-72mki">Buckley, R. C., Castley, J. G., Pegas, F. D. V., Mossaz, A. C., &amp; Steven, R. (2012). A population accounting approach to assess tourism contributions to conservation of IUCN- redlisted mammal species. PLoS ONE, 7(9), e44134. doi: <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0044134" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>10.1371/journal.pone.0044134</u></a></p>



<p id="viewer-cj6tn">Cong, L., Wu, B., Morrison, A. M., Shu, H., &amp; Wang, M. (2014). Analysis of wildlife tourism experiences with endangered species: An exploratory study of encounters with giant pandas in Chengdu, China. Tourism Management, 40, 300–310. doi: <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0261517713001374?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>10.1016/j.tourman.2013.07.005</u></a></p>



<p id="viewer-ffofe">Larm, M. (2015). Rapport till Länsstyrelsen Jämtland om STF Helags fjällrävsturer 2015 (Report to the Jämtland County Administration Board about STF Helags Arctic fox safari tours 2015).</p>



<p id="viewer-f8ilv">Malin Larm, Bodil Elmhagen, Sandra M Granquist, Erika Brundin &amp; Anders Angerbjörn (2017): The role of wildlife tourism in conservation of endangered species: Implications of safari tourism for conservation of the Arctic fox in Sweden, Human Dimensions of Wildlife. doi: <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/10871209.2017.1414336" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>10.1080/10871209.2017.1414336</u></a></p>



<p id="viewer-mgoa">​</p>



<p id="viewer-3csgb"><strong>Autor: </strong>Hugo Guímaro</p>
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					<wfw:commentRss>https://apecsportugal.pt/2018/08/15/conservacao-e-turismo-de-maos-dadas-caso-de-estudo-da-raposa-do-artico-da-escandinavia/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Neve e Liquénes Antárticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 18:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
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<p id="viewer-5iljg">O permafrost&nbsp;é o solo (incluindo rocha, matéria orgânica e a água no solo) que permanece a temperaturas inferiores a 0ºC por períodos superiores a 2 anos. A sua fusão pode causar mudanças nas trocas químicas entre o solo e a atmosfera, com a libertação de gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono e o metano.</p>



<p id="viewer-dmn4d">A neve tem um efeito importante no solo, ajudando a proteger a sua superfície dos efeitos induzidos pela atmosfera (como a erosão causada pelo vento e pelas chuvas, e as trocas de energia), influenciando por sua vez a distribuição espacial do&nbsp;permafrost.&nbsp;Durante o verão austral (estação quente do hemisfério sul), e com a fusão da neve, os neveiros (áreas de acumulação de neve tardia) diminuem de volume. É também nesta altura do ano que a vegetação antártica, composta por plantas de pequeno porte, tem maior oportunidade de se desenvolver.&nbsp;</p>



<p id="viewer-88nvu">De&nbsp;todos os grupos de espécies vegetais (plantas vasculares herbáceas, algas, líquenes, musgos e fungos), o grupo dos líquenes é provavelmente o mais bem adaptado a este clima polar,&nbsp;devido à sua alta tolerância ao frio e à seca. &nbsp;Um dos subgrupos de líquenes mais abundante na península antártica são os&nbsp;líquenes fruticulosos (do género&nbsp;<em>Usnea</em>),&nbsp;que se parecem a pequeninos arbustos e se agrupam em comunidades que chegam a ocupar extensas áreas.</p>



<p id="viewer-ahn9i">Uma equipa da Universidade de Lisboa que se dedica ao estudo do&nbsp;permafrost&nbsp;e alterações climáticas&nbsp;na península antártica (uma da regiões no planeta que tem registado maior aumento da temperatura média do ar nas últimas décadas), tem vindo a analisar a relação entre a distribuição geográfica destas comunidades vegetais e as características da neve, através de&nbsp;levantamentos cartográficos e classificação de imagens de satélite.</p>



<p id="viewer-8jvcf">O resultado de um estudo realizado num sector da Ilha de King George (arquipélago das Shetland do Sul) revela que&nbsp;as comunidades de <em>Usnea spp.</em> instalam-se preferencialmente em superfícies convexas (topografia mais elevada), expostas ao vento, onde&nbsp;há menos condições para a neve se acumular.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="536" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/01/anaslome.png" alt="" class="wp-image-1761" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/01/anaslome.png 886w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/01/anaslome-300x181.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/01/anaslome-768x465.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /><figcaption>A figura ilustra uma situação onde se pode definir facilmente o limite da acumulação da neve na estação fria, acima do qual os líquenes se encontram, ocupando a topografia mais elevada. Abaixo desta linha, verifica-se o setor com maior acumulação de neve na estação fria, mantendo-se a mancha de neve no verão, na parte mais côncava.</figcaption></figure>



<p id="viewer-33hbu"></p>



<p id="viewer-41lc9">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<h6 class="wp-block-heading" id="viewer-6cqlj"><strong>Fonte</strong>: Vieira G., Mora C., Pina P., Schaefer C.. A proxy for snow cover and winter ground surface cooling: Mapping Usnea sp. communities using high resolution remote sensing imagery (Maritime Antarctica)&#8221;. Geomorphology 225 (15-11-2014) : 69–75. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169555X14001834" target="_blank"><u>10.1016/j.geomorph.2014.03.049</u></a></h6>



<h6 class="wp-block-heading" id="viewer-536k8"></h6>



<p id="viewer-f39h3"><strong>Autora</strong>: Ana Salomé</p>
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