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	<title>Imagens &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Imagens &#8211; APECS Portugal</title>
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	<item>
		<title>Diversidade de lagos e lagoas na transição entre tundra e floresta boreal: da limnicidade à limnodiversidade</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2025/03/30/diversidade-de-lagos-e-lagoas-na-transicao-entre-tundra-e-floresta-boreal-da-limnicidade-a-limnodiversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 23:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Monitorização]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabias que as paisagens do Ártico e Subártico estão repletas de lagos e lagoas que desempenham um papel fundamental no equilíbrio do planeta? Estes corpos de água ajudam a regular o clima, sustentam a biodiversidade, e influenciam as emissões de gases com efeito de estufa. São como sensores naturais, que demonstram como a degradação do [&#8230;]]]></description>
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<p>Sabias que as paisagens do Ártico e Subártico estão repletas de lagos e lagoas que desempenham um papel fundamental no equilíbrio do planeta? Estes corpos de água ajudam a regular o clima, sustentam a biodiversidade, e influenciam as emissões de gases com efeito de estufa. São como sensores naturais, que demonstram como a degradação do permafrost está a transformar a paisagem!</p>



<p>Como falámos em novembro, uma equipa de investigadores desenvolveu uma ferramenta revolucionária chamada <em>HLWATER V1.0</em>, que consegue identificar automaticamente estes lagos. O estudo concentrou-se na região de Nunavik, no Subártico Canadiano, conhecida pelas suas paisagens impressionantes que misturam tundra, floresta boreal e uma grande diversidade de corpos de água, desde lagos glaciais a lagoas em turfeiras!</p>



<p>Mas e agora, que novidades trazem? Ora, identificar estes lagos não chega. É necessário estudá-los e compreender quais as suas características e padrões espaciais, e foi exatamente isto a que a equipa se dedicou neste novo artigo científico! Desta vez, o foco foi em 3 parâmetros dos lagos: limnicidade (dimensão) limnodensidade (quantidade) e limnodiversidade (diversidade ótica/ cores, um importante indicador da sua composição química).</p>



<p>E quais foram os resultados? Dos mais de 335 mil lagos desta região, 90% têm menos de 0.01km2 (ou seja, são minúsculos!!). Os lagos de maior dimensão localizam-se em depressões glaciais em setores de afloramentos rochosos. A maior limnodiversidade verifica-se nas vertentes dos vales, onde predominam depósitos silto-argilosos, e onde a degradação do permafrost é mais intensa. Para além disso, aqui é onde ocorre uma maior limnodiversidade, com lagos pretos e castanhos, ricos em matéria orgânica, e lagos castanho-claros ou brancos, onde predominam sedimentos de origem mineral.</p>



<p>Apesar de cobrirem apenas 2 a 7% da região, estas paisagens contêm mais de 1/3 de todos os corpos de água da região! E qual é a importância destes dados? Lamentavelmente, estes lagos não são apenas bonitos: eles libertam gases com efeito de estufa, influenciam o clima e afetam todo o planeta!</p>



<p>Agora que conseguimos mapear e analisar estes lagos com mais precisão, será que podemos prever como irão mudar no futuro? A ciência continua a investigar!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte:</strong> Freitas, P., Vieira, G., Martins, D., Canário, J., Pina, P., Heim, B., … Vincent, W. F. (2024). Diversity of lakes and ponds in the forest-tundra ecozone: from limnicity to limnodiversity. GIScience &amp; Remote Sensing, 61(1). </p>



<p><strong>Autora: </strong>Diana Martins</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Um modelo Mask R-CNN treinado a partir de imagens PlanetScope para mapeamento de alta resolução de águas superficiais em florestas boreais e tundras</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2024/11/30/um-modelo-mask-r-cnn-treinado-a-partir-de-imagens-planetscope-para-mapeamento-de-alta-resolucao-de-aguas-superficiais-em-florestas-boreais-e-tundras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 14:57:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Monitorização]]></category>
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					<description><![CDATA[Os pequenos lagos e lagoas do Ártico e Subártico são verdadeiros heróis invisíveis dos ecossistemas polares! Apesar do seu tamanho reduzido, têm um impacto gigantesco: ajudam a regular o clima, sustentam a biodiversidade, e influenciam as emissões de gases com efeito de estufa. No entanto, mapear com precisão estas superfícies de água minúsculas (menos de [&#8230;]]]></description>
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<p>Os pequenos lagos e lagoas do Ártico e Subártico são verdadeiros heróis invisíveis dos ecossistemas polares! Apesar do seu tamanho reduzido, têm um impacto gigantesco: ajudam a regular o clima, sustentam a biodiversidade, e influenciam as emissões de gases com efeito de estufa. No entanto, mapear com precisão estas superfícies de água minúsculas (menos de 0,01 km²) é um desafio, especialmente porque são dinâmicas e mudam rapidamente com a degradação do permafrost, libertando gases como metano e dióxido de carbono.</p>



<p>Mas há boas notícias! Uma equipa de investigadores desenvolveu uma ferramenta revolucionária chamada <em>HLWATER V1.0</em>, baseada em inteligência artificial (IA). Utilizando o modelo Mask R-CNN, treinado com imagens de satélite de alta resolução da PlanetScope, esta ferramenta consegue identificar automaticamente lagos e lagoas com até 166 m². O estudo concentrou-se na região de Nunavik, no Subártico Canadiano, conhecida pelas suas paisagens impressionantes que misturam tundra, floresta boreal e uma grande diversidade de corpos de água, desde lagos glaciais a lagoas em turfeiras.</p>



<p>E os resultados? Surpreendentes! O modelo de IA revelou-se extremamente eficaz, até mesmo em locais onde as técnicas tradicionais não funcionam. Esta inovação pode agora ser usada para monitorizar grandes áreas do Ártico e Subártico, oferecendo uma visão detalhada e abrangente destes ecossistemas vitais. Além disso, melhora a nossa capacidade de seguir as mudanças nos pequenos corpos de água, ajudando a compreender melhor os impactos das alterações climáticas e o papel crucial do permafrost no ciclo do carbono. </p>



<p>Este estudo mostra o poder transformador da inteligência artificial e da tecnologia de satélite para a proteção ambiental, reforçando o esforço global de adaptação à mudança climática e de proteção do nosso planeta!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte</strong>: Freitas, P., Vieira, G., Canário, J., Vincent, W., Pina, P., &amp; Mora, C. (2024). A trained Mask R-CNN model over PlanetScope imagery for very-high resolution surface water mapping in boreal forest-tundra. Remote Sensing of Environment. 304. 10.1016/j.rse.2024.114047.  </p>



<p><strong>Autora: </strong>Diana Martins</p>



<p></p>
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		<title>Como melhorar a contagem de pinguins imperador do espaço</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2022/06/15/como-melhorar-a-contagem-de-pinguins-imperador-do-espaco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 01:41:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias de senso remoto para o estudo da vida selvagem veio mudar a forma como podemos estudar certos ecossistemas, ecossistemas estes de difícil acesso aos cientistas por serem locais inóspitos. O uso de imagens de satélite de alta resolução é uma nova ferramenta que veio permitir estudar as populações [&#8230;]]]></description>
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<p>Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias de senso remoto para o estudo da vida selvagem veio mudar a forma como podemos estudar certos ecossistemas, ecossistemas estes de difícil acesso aos cientistas por serem locais inóspitos. O uso de imagens de satélite de alta resolução é uma nova ferramenta que veio permitir estudar as populações do icónico pinguim imperador (<em>Aptenodytes forsteri</em>).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2.webp" alt="" class="wp-image-3032" width="330" height="483" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2.webp 659w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_fba15ed5009541338724742f2d623175mv2-205x300.webp 205w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /></figure></div>



<p>Estas imagens, de 30 a 60 cm de resolução, permitem distinguir estas aves marinhas durante a sua época de reprodução quando estas se encontram sob as plataformas de gelo ao longo da costa da Antártida. A sua deteção acontece quando os pinguins, normalmente em conjuntos de centenas ou milhares de indivíduos, deixam uma marca muito característica e de grande tamanho de guano (i.e., excrementos de aves marinhas), passível de se conseguir reconhecer nas imagens de satélite pelo contraste de cores do castanho do guano com o branco do gelo. Isto permitiu pela primeira vez fazer uma contagem do número colónias de pinguins imperador existentes ao redor da Antártida. Atualmente, sabe-se que existem 66 colónias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-1024x768.webp" alt="" class="wp-image-3033" width="768" height="576" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-1024x768.webp 1024w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-300x225.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2-768x576.webp 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_d25725b8f34543c2946c4c975ed20950mv2.webp 1288w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>Adulto e cria de pinguim imperador. Foto por Peter Fretwell.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-4gbpr">Mas, como a perfeição é difícil de alcançar, todas as tecnologias acabam por ter as suas imperfeições e limitações. À data, para representação do número total de indivíduos de uma determinada colónia, apenas se usa uma imagem de satélite por ano. Mas será que este método é o mais correto? Será que essa imagem nos transmite a verdadeira dinâmica de uma colónia num ano? Foram essas questões que levaram investigadores norte-americanos e colegas internacionais a procurarem elucidar um pouco mais sobre as limitações que esta tecnologia pode ter para a contagem de pinguins imperador.</p>



<p id="viewer-dj3qe">Neste estudo, os autores avaliaram dois tipos de variáveis que podem influenciar o número de pinguins contáveis numa determinada imagem de satélite de alta resolução. Estas são variáveis relacionadas com o próprio satélite (p.e., azimute solar), que podem projetar sombras na imagem impedindo a contagem correta das aves, ou variáveis ambientais (p.e., vento e temperatura), que podem influenciar a dispersão dos pinguins (pinguins mais dispersos são mais fáceis de contar).</p>



<p id="viewer-b4mfi">Três das colónias mais representativas em termos de números foram usadas como locais de estudo: Atka Bay e Stancomb-Wills (colónias no sector do mar de Weddell) e Coulman Island (colónia no sector do mar de Ross).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="740" height="492" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2.webp" alt="" class="wp-image-3034" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2-300x199.webp 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/06/d5d705_1ec11f04f8b548df84b5c174a17bd388mv2-391x260.webp 391w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://zslpublications.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/rse2.233" target="_blank">Índices populacionais (por mil m2) de outubro a dezembro de 2011 das colónias de pinguim imperador de Atka Bay, Stancomb-Wills e Coulman Island.</a></figcaption></figure>



<p id="viewer-4pqhk">Os autores concluíram que usar apenas uma imagem por ano para obter conclusões sobre os números de pinguins imperador de uma determinada colónia poderá não ser a melhor forma, uma vez que as influências das variáveis estudadas levaram a números de indivíduos muito diferentes entre si. O uso destas variáveis será uma mais-valia e pode ajudar a contar o número de pinguins imperador, permitindo obter números mais próximos do real.</p>



<p id="viewer-7eprh">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-ear9p"><strong>Fonte:</strong> Labrousse, S., Iles, D., Viollat, L., Fretwell, P., Trathan, P. N., Zitterbart, D. P., Jenouvrier, S. &amp; LaRue, M. (2022). Quantifying the causes and consequences of variation in satellite‐derived population indices: a case study of emperor penguins. Remote Sensing in Ecology and Conservation, 8(2), 151-165. <a href="https://doi.org/10.1002/rse2.233" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1002/rse2.233</a></p>



<p id="viewer-228oh"><strong>Autor:</strong> Hugo Guímaro</p>
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		<title>A cor do oceano, uma variável climática essencial</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2018/01/15/a-cor-do-oceano-uma-variavel-climatica-essencial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2018 00:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Monitorização]]></category>
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					<description><![CDATA[A observação da Terra a partir do espaço é considerada uma peça fundamental da segunda revolução Copernicana. Na primeira revolução, o Homem cedeu ao egocentrismo para perceber a sua real posição no Universo. Na altura, o telescópio permitiu perceber que somos apenas uma improvável e pequena parte no enorme Universo. Hoje, nesta segunda revolução, os [&#8230;]]]></description>
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<p id="viewer-555bf">A observação da Terra a partir do espaço é considerada uma peça fundamental da segunda revolução Copernicana. Na primeira revolução, o Homem cedeu ao egocentrismo para perceber a sua real posição no Universo. Na altura, o telescópio permitiu perceber que somos apenas uma improvável e pequena parte no enorme Universo. Hoje, nesta segunda revolução, os satélites ajudam-nos a melhor perceber a Terra, obrigando a um passo psicológico ainda mais difícil: admitir que sem o devido cuidado podemos comprometer a nossa própria sobrevivência.</p>



<p id="viewer-4qv3t">As alterações climáticas são uma realidade e os satélites têm ajudado a medir os efeitos do aumento da temperatura global. Para tal, as <a rel="noreferrer noopener" href="http://cci.esa.int/content/what-ecv" target="_blank"><u>Nações Unidas definiram várias variáveis</u></a> que podemos medir de forma sistemática a partir do espaço, recolhendo grandes quantidades de informação. Uma delas é a Cor do Oceano que nos ajuda a perceber a concentração de fitoplâncton na água. Porque o fitoplâncton contém clorofila, uma imagem da superfície da água pode parecer mais esverdeada.<br><a rel="noreferrer noopener" href="https://courses.lumenlearning.com/boundless-biology/chapter/the-light-dependent-reactions-of-photosynthesis/" target="_blank"></a></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="360" height="201" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_78f29279a08043fdb67f02f3cbf12127mv2.webp" alt="" class="wp-image-2480" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_78f29279a08043fdb67f02f3cbf12127mv2.webp 360w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_78f29279a08043fdb67f02f3cbf12127mv2-300x168.webp 300w" sizes="(max-width: 360px) 100vw, 360px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://courses.lumenlearning.com/boundless-biology/chapter/the-light-dependent-reactions-of-photosynthesis/" target="_blank">Espectro de absorção de alguns pigmentos em algas: a) Clorofila-a b) Clorofila-b e β-caroteno.</a></figcaption></figure></div>



<p>As espécies vegetais são das mais sensíveis às mudanças de temperatura. Da mesma maneira que algumas árvores alentejanas começam a morrer porque os verões estão cada vez mais secos, quentes e longos, também o fitoplâncton responde a diferenças dos padrões climáticos. O fitoplâncton serve de base à cadeia alimentar marinha e é responsável por absorver cerca de metade do dióxido de carbono atmosférico. Nas zonas polares a questão é ainda mais dramática, estas algas têm uma janela de oportunidade muito pequena para poderem reproduzir-se em larga escala, nos chamados blooms. A elevadas latitudes esses blooms dão-se em perfeita harmonia entre o degelo e a maior disponibilidade de luz solar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="360" height="252" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a57307fdd7e745f89f7f5bb154bd29a3mv2.webp" alt="" class="wp-image-2481" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a57307fdd7e745f89f7f5bb154bd29a3mv2.webp 360w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a57307fdd7e745f89f7f5bb154bd29a3mv2-300x210.webp 300w" sizes="(max-width: 360px) 100vw, 360px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.esa.int/SPECIALS/Eduspace_Weather_PT/SEM4OPYOBFG_0.html" target="_blank">Bloom visto a partir do satélite Envisat.</a></figcaption></figure></div>



<p>Pesquisas anteriores revelaram que, em especial no Ártico, alguns blooms ocorrem 50 dias mais cedo em 2009 em comparação com o ano de 1997 – ano em que o SeaWIFS começou a disponibilizar os primeiros dados. Ora isto trás consequências terríveis para a vida marinha em especial nestas regiões. No sentido de melhorar a forma como monitorizamos o fitoplâncton a partir do espaço, é preciso comparar a cor da água com a concentração de clorofila e outros pigmentos medidos in-situ. A investigação que tem sido feita foca-se primeiramente nos lagos da Finlândia, de onde recolhemos amostras de dezanove lagos e comparámos com imagens de satélites que sobrevoaram aquele local no mesmo dia.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_da41ca8515094a01a39699eb8e7b8814mv2.png" alt="" class="wp-image-2482" width="591" height="438" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_da41ca8515094a01a39699eb8e7b8814mv2.png 788w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_da41ca8515094a01a39699eb8e7b8814mv2-300x222.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_da41ca8515094a01a39699eb8e7b8814mv2-768x569.png 768w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /><figcaption>Locais que foram usados para validar as imagens de satélite com dados de campo.</figcaption></figure></div>



<p>O resultado é uma estimativa da concentração de clorofila que pode ser usada para futuras passagens de satélite. Estes satélites dão uma volta completa ao Planeta em cerca de 90 minutos, pelo que são uma fonte de dados fundamental para estudar a evolução das mudanças nos padrões de vida do fitoplâncton.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="281" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a09250a51b5e49c98b815d1b21cadef9mv2.png" alt="" class="wp-image-2479" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a09250a51b5e49c98b815d1b21cadef9mv2.png 379w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_a09250a51b5e49c98b815d1b21cadef9mv2-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /><figcaption>Resultado do modelo que permite estima a abundância de fitoplâncton em lagos finlandeses a partir de imagens de satélite.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-884f9">Há apenas duas formas de vida visíveis do espaço: a vegetal (terrestre e marinha) e a humana, com as grandes cidades, poluição e desflorestação. É incrível pensar que embora não sejamos o centro do Universo, somos responsáveis pelo nosso futuro daí a importância observar a Terra a partir do Espaço.</p>



<p id="viewer-5nd4u">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-9rot"><strong>Fontes</strong>:</p>



<p id="viewer-3t52t">H. Schellnhuber, <a href="https://www.pik-potsdam.de/members/john/public/nature_supp_esa.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Earth system’analysis and the second Copernican revolution</u></a>, Nature, vol. 402,</p>



<p id="viewer-1c0fj">no.December, pp. 19–22, 1999.</p>



<p id="viewer-dde9n">M. Kahru et al. 2011, Are phytoplankton blooms occurring earlier in the Arctic?, Global Change</p>



<p id="viewer-85p50">Biology (2011) 17, 1733–1739, doi: <a href="http://doi.org/10.1111/j.1365-2486.2010.02312.x"><u>10.1111/j.1365-2486.2010.02312.x</u></a>.</p>



<p id="viewer-apt5t">Lisboa et al. 2018, Spatial variability and detection levels in Chlorophyll-a estimates using Landsat imagery, submitted.</p>



<p id="viewer-5slec">Autor: Filipe Lisboa</p>
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