<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pesca &#8211; APECS Portugal</title>
	<atom:link href="https://apecsportugal.pt/category/pesca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://apecsportugal.pt</link>
	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Sep 2023 23:09:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/APECS-PT-icon-150x150.jpg</url>
	<title>Pesca &#8211; APECS Portugal</title>
	<link>https://apecsportugal.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Qual a importância do Krill Antártico e a tarefa de o gerir?</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2023/09/15/qual-a-importancia-do-krill-antartico-e-a-tarefa-de-o-gerir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 23:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://apecsportugal.pt/?p=6585</guid>

					<description><![CDATA[A grande maioria da população humana não conhece e provavelmente nunca ouviu falar da espécie krill antártico (Euphasia superba). Contudo esta pequena espécie marinha é designada por muitos cientistas como a mais importante na cadeia alimentar do Oceano austral, o oceano que circunda todo o continente antártico. O Krill é um pequeno crustáceo, como um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A grande maioria da população humana não conhece e provavelmente nunca ouviu falar da espécie krill antártico (<em>Euphasia superba</em>). Contudo esta pequena espécie marinha é designada por muitos cientistas como a mais importante na cadeia alimentar do Oceano austral, o oceano que circunda todo o continente antártico. O Krill é um pequeno crustáceo, como um “mini-camarão” (figura 1), contudo estima-se que a sua biomassa esteja entre os 300 e 500 milhões de toneladas, o que o torna na maior biomassa de qualquer espécie multicelular no planeta. A parte do sector atlântico do oceano austral é onde reside 70%.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/09/Krill-Antartico-300x206.png" alt="" class="wp-image-6586" style="width:500px" width="500" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/09/Krill-Antartico-300x206.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/09/Krill-Antartico-768x526.png 768w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/09/Krill-Antartico-474x324.png 474w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/09/Krill-Antartico.png 883w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1. Krill Antártico (<em>Euphasia superba</em>).</figcaption></figure>
</div>


<p>Assim, tanto devido à sua enorme quantidade, como os altos valores energéticos que contem (ex.: ómega-3) o krill é das principais presas para inúmeras espécies antárticas que conhecemos, desde os pinguins, focas, baleias, peixe e tantas outras espécies de albatrozes e petréis. Em algumas destas espécies o krill pode mesmo representar mais de 70% da dieta. A sua importância ecológica é assim inegável neste grande ecossistema.</p>



<p>Por último, e como referenciado acima, o krill é um animal com características também bastante beneficiadoras para o próprio ser humano através de fármacos, como para outras das suas atividades através de rações ou fertilizantes naturais. Desta forma, existe uma pesca muito ativa, tornando a sua gestão laboriosa e altamente especial.</p>



<p>A pesca ao Krill existe há mais de 50 anos, principalmente em torno da Península Antártica, dos arquipélagos da Shetland do Sul, Orkney do Sul e Geórgia do Sul. Inicialmente mais focada durante o verão, progrediu maioritariamente para operar no inverno: uma medida com o objetivo de evitar a competição entre a pesca e os predadores durante a época de reprodução.</p>



<p>A sua gestão é levada a cabo pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR), que tendo como base os surveys de biomassa, ou seja, uma amostra representativa da potencial biomassa em determinada aérea, estipula depois uma quota máxima de krill. Como prevenção e foco de sustentabilidade a CCAMLR referencia que 75% da biomassa original seja mantida.</p>



<p>Então o quão difícil pode ser esta gestão?</p>



<p>Grande parte da discussão sobre a gestão da pesca de krill na CCAMLR tem-se centrado na proteção dos predadores de krill que se reproduzem em terra e nas operações de pesca.</p>



<p>Por outro lado, nos últimos tempos, tem havido relativamente pouca discussão sobre os riscos que a pesca representa para a própria população de krill. A visão de sustentável até hoje, é agora desafiada pelos elevados níveis de variabilidade observados nos índices disponíveis de abundância de krill, principalmente nas últimas duas décadas, que variam em grandeza e no espaço crescente da pesca, resultando em que impactos locais substanciais.</p>



<p>Apesar de o ciclo de reprodução ser consideravelmente conhecido e estudado, o krill é bastante dependente tanto das correntes oceânicas como dos locais e condições ambientais onde os juvenis se conseguem desenvolver. E é aqui que hoje reside o problema. Com as presentes alterações climáticas e o decréscimo cada vez mais forte de gelo do mar, crucial no seu desenvolvimento, o recrutamento de krill tem variado fortemente entre anos, e espera-se que isso se reflita posteriormente na biomassa disponível. Muitos dos surveys anteriores foram realizados sobretudo no verão, deixando uma lacuna do seu ciclo na fase invernal. A própria pesca evoluiu bastante e é hoje muito mais concentrada tanto espacialmente como no tempo, tendo impactos muito mais repentinos na população. Adicionalmente este decréscimo de gelo do mar abre novas áreas disponíveis à indústria da pesca, o que gera ainda mais pressão.</p>



<p>A chave reside assim na compreensão do ciclo de reprodução e desenvolvimento do krill com as presentes condições ambientais e futuras prospeções. Tanto a ciência como a indústria pesqueira devem trabalhar par a par, de modo a termos o valor mais real da total biomassa de krill, e assim ajustarmos e aplicarmos melhores medidas. Para que deste modo, os benefícios para os humanos nunca corrompam a importância ecológica e biológica que esta fantástica espécie tem para o oceano austral e toda a região Antárctica.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Autor: José Abreu</p>



<p>Referências: Meyer, B., Atkinson, A., Bernard, K.S. et al. Successful ecosystem-based management of Antarctic krill should address uncertainties in krill recruitment, behaviour and ecological adaptation. <em>Commun Earth Environ </em>1, 28 (2020). DOI: 10.1038/s43247-020-00026-1</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Impacto das atividades pesqueiras nas populações do albatroz-errante, no Oceano Antártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2023/06/15/impacto-das-atividades-pesqueiras-nas-populacoes-do-albatroz-errante-no-oceano-antartico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 23:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://apecsportugal.pt/?p=6494</guid>

					<description><![CDATA[As atividades pesqueiras apresentam um papel crítico na conservação de muitos vertebrados marinhos, sendo uma ameaça a estes seres vivos por “bycatch” (1), colisão com embarcações ou sobrepesca dos seus recursos. Um exemplo de vertebrado marinho que enfrenta esta ameaça são os albatrozes. Aves marinhas que se alimentam de restos de outros organismos, sendo atraídas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As atividades pesqueiras apresentam um papel crítico na conservação de muitos vertebrados marinhos, sendo uma ameaça a estes seres vivos por “bycatch” (<strong>1</strong>), colisão com embarcações ou sobrepesca dos seus recursos. Um exemplo de vertebrado marinho que enfrenta esta ameaça são os albatrozes. Aves marinhas que se alimentam de restos de outros organismos, sendo atraídas pelos descartes das embarcações pesqueiras, os albatrozes percorrem longas distâncias à procura de alimento, o que os coloca em risco pelas atividades pesqueiras que ocorrem em águas nacionais e internacionais. Uma espécie muito afetada pelas ameaças referidas anteriormente é o albatroz-errante (<em>Diomedea exulans</em>). A população desta espécie na ilha Geórgia do Sul tem vindo a decrescer rapidamente desde os anos 1970.</p>



<p>De modo a estudar as interações entre o albatroz-errante e as atividades pesqueiras do oceano Antártico, utilizaram-se detetores de radar GPS e informação relativa à deslocação de embarcações pesqueiras. Este estudo teve em consideração as diferentes fases de vida do albatroz-errante e o sexo, variáveis que muitas vezes não são levadas em consideração nos estudos.</p>



<p>Os resultados demonstraram que o uso de diferentes tipos de materiais e redes de pesca levam a que o número de visitas do albatroz-errante diferencie. As embarcações pesqueiras que utilizam palangreiros com linhas fixas têm uma maior probabilidade de serem vistas por esta ave marinha, quando comparadas com outros tipos de redes de pesca (arrasto de fundo<em>, squid jiggers- </em>iscas artificiais que atraem lulas-<em> e </em>palangreiros com redes de arrasto).</p>



<p>Da análise da taxa de bycatch em relação às diferentes fases do ciclo de vida dos albatrozes-errantes, observou-se um aumento no número de visitas por estes durante o período de incubação (Fig. 1). No entanto, é importante referir que caso não ocorram descartes e se presas estiverem disponíveis nas redondezas, o albatroz não visita a embarcação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2023/06/CaC202306.png" alt="" class="wp-image-6496" width="462" height="439"/><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 1 –Número de localizações com embarcações visitadas (a um raio de 5km da embarcação) em cada fase do ciclo de vida de albatrozes-errantes monitorizados na Geórgia do Sul.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para a conservação do albatroz-errante e outras espécies de aves marinhas vulneráveis ao bycatch, é importante que ocorra comunicação com operadores e gerentes dos tipos de embarcações pesqueiras que se cruzam com estas espécies com mais frequência e, que sejam implementadas melhores práticas relativamente à mitigação de <em>bycatch</em> de aves marinhas; taxas de <em>bycatch</em> para aves marinhas e monitorização do cumprimento dessas regras.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Bycatch= Captura accidental de espécies que não são alvo da pescaria.</li>
</ul>



<p></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<p>Referência: Carneiro, A. P. B., Clark, B. L., Pearmain, E. J., Clavelle, T., Wood, A. G., &amp; Phillips, R. A. (2022). Fine-scale associations between wandering albatrosses and fisheries in the southwest Atlantic Ocean. Biological Conservation, 276.  DOI: &nbsp;https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109796</p>



<p>Autora: Mariana Quitério</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pesca de arrasto e a comunidade de Esponjas no Mar de Barents</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2022/09/15/pesca-de-arrasto-e-a-comunidade-de-esponjas-no-mar-de-barents/</link>
					<comments>https://apecsportugal.pt/2022/09/15/pesca-de-arrasto-e-a-comunidade-de-esponjas-no-mar-de-barents/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2022 18:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://apecsportugal.pt/?p=5220</guid>

					<description><![CDATA[A pesca de arrasto, como o próprio nome indica, consiste em uma grande rede cónica com uma boca larga e uma pequena extremidade fechada. Neste tipo de pesca, o resultado é apanha de um grande número de peixes. Por um lado, a pesca de arrasto enche as prateleiras do supermercado e peixarias, mas por outro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-foo">A pesca de arrasto, como o próprio nome indica, consiste em uma grande rede cónica com uma boca larga e uma pequena extremidade fechada. Neste tipo de pesca, o resultado é apanha de um grande número de peixes. Por um lado, a pesca de arrasto enche as prateleiras do supermercado e peixarias, mas por outro esvazia o fundo do mar. O desaparecimento de fauna e flora marinha provocado neste tipo de pesca já chegou a um dos locais mais remotos do planeta, o Mar de Barents (Oceano Ártico).</p>



<p id="viewer-12pmm">O Mar de Barents é um habitat bastante rico, e de elevada produtividade primária, tornando este local um habitat importante para inúmeras espécies, como por exemplo as esponjas marinhas. Neste local é possível encontrar uma grande comunidade de esponjas marinhas, como por exemplo a Geodia barretti. Estas são consideradas fundamentais para o habitat e servem de indicadores naturais de Ecossistemas Marinhos Vulneráveis. No entanto, o ritmo de pesca de arrasto cada vez mais elevado provoca danos no fundo do mar, que muitas vezes são irreversíveis.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_3e125cd893ed492db008e428ba5a3426mv2.png" alt="" class="wp-image-5222" width="416" height="312" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_3e125cd893ed492db008e428ba5a3426mv2.png 555w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_3e125cd893ed492db008e428ba5a3426mv2-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 416px) 100vw, 416px" /><figcaption>Figura 1. <em>Geodia barretti</em>, uma espécie de esponja que se pode encontrar no Mar de Barents.</figcaption></figure>
</div>


<p>Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos da pesca de arrasto na abundância de Geodia spp. e diversidade de espécies da fauna associada. Para isso, usou-se imagens recolhidas por um ROV (Veículo Operado Remotamente), onde se comparou dois locais com níveis de arrasto completamente diferentes, sendo que um local com baixo impacto, e outro local, é fortemente impactado pela pesca de arrasto. Através da análise entre os dois locais é possível verificar as consequências que o arrasto a longa duração cria. No local em que o arrasto não é tão frequente, foi possível encontrar uma comunidade de esponjas relativamente diversa e abundante, contrastando com o local onde o arrasto é frequente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_025cafd2d837449d9a6925296a0c3dbemv2.png" alt="" class="wp-image-5223" width="454" height="446" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_025cafd2d837449d9a6925296a0c3dbemv2.png 605w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_025cafd2d837449d9a6925296a0c3dbemv2-300x295.png 300w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/10/d5d705_025cafd2d837449d9a6925296a0c3dbemv2-45x45.png 45w" sizes="(max-width: 454px) 100vw, 454px" /><figcaption>Figura 2. Impacto da pesca de arrasto nas comunidades onde (a) não é frequente (b) é frequente.</figcaption></figure>
</div>


<p id="viewer-cdf1g">Vários estudos demonstraram que a continuidade dos arrastos no mesmo local leva a alterações funcionais nas comunidades bentónicas. As esponjas apresentam uma alta taxa de filtração, o que as permite retirar uma elevada quantidade de partículas do ambiente, incluindo vírus e outros patogénicos. No entanto, caso a intensidade da pesca de arrasto continue a aumentar, levando a uma diminuição de abundância de esponjas no Mar de Barents, este habitat vai sofrer um aumento na quantidade de carbono particulado depositado no fundo do mar. Com o aumento de carbono, este local torna-se mais favorável para espécies que se alimentam de matéria orgânica morta. Que por sua vez, leva à alteração da diversidade funcional do sistema.</p>



<p id="viewer-evag4">Os autores concluíram que a pesca de fundo significativamente as comunidades de esponjas, reduzindo a abundância e o tamanho das esponjas e criam uma mudança nas espécies e na diversidade funcional e, posteriormente, na função e nos serviços do ecossistema.</p>



<p id="viewer-6befn">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-6fshq"><strong>Fonte:</strong> Colaço, A., Rapp, H. T., Campanyà-Llovet, N., &amp; Pham, C. K. (2022). Bottom trawling in sponge grounds of the Barents Sea (Arctic Ocean): A functional diversity approach. Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers, 183, 103742.</p>



<p id="viewer-en2ul"><strong>Autora:</strong> Eva Lopes</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://apecsportugal.pt/2022/09/15/pesca-de-arrasto-e-a-comunidade-de-esponjas-no-mar-de-barents/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O longo caminho da recuperação, décadas após a atividade de pesca intensiva</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2021/11/15/o-longo-caminho-da-recuperacao-decadas-apos-a-atividade-de-pesca-intensiva/</link>
					<comments>https://apecsportugal.pt/2021/11/15/o-longo-caminho-da-recuperacao-decadas-apos-a-atividade-de-pesca-intensiva/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2021 01:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies marinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://site-teste.infinityfreeapp.com/?p=2273</guid>

					<description><![CDATA[Os recursos marinhos estão entre os recursos mais importantes para a humanidade e dos quais a demanda e procura irá continuar a aumentar, com o crescente aumento da população. Consequentemente, uma gestão efetiva e sustentável é essencial, assim como aprender com o passado. Muitas espécies de peixe foram ou são sobre exploradas, e consoante as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-foo">Os recursos marinhos estão entre os recursos mais importantes para a humanidade e dos quais a demanda e procura irá continuar a aumentar, com o crescente aumento da população. Consequentemente, uma gestão efetiva e sustentável é essencial, assim como aprender com o passado. Muitas espécies de peixe foram ou são sobre exploradas, e consoante as suas características podem recuperar parcialmente, totalmente ou não recuperar dessa exploração excessiva.</p>



<p id="viewer-cpu09">No Oceano Antártico, a pesca é hoje bastante regulada e com medidas de gestão eficazes. Contudo nem sempre foi o caso, e nas décadas de 60 e 70, em ilhas como a Geórgia do Sul ou Kerguelen, existiu uma pesca muito intensiva, incluindo a pesca da nototénia marmoreada (<em>Notothenia rossi</em>). Esta espécie de peixe habita entre os 0 e 400 m de profundidade e atinge em média entre 50 a 70 cm comprimento. Na Geórgia do Sul, só entre 1969 e 1971 foram pescadas cerca de 500 mil toneladas desta espécie. Apesar de hoje se acreditar que este registo inclui outras espécies além de nototénia, esta quantidade continua a ser muito elevada. Adicionalmente, parte desta pesca era também ilegal e incorretamente reportada. Todos estes fatores ditaram o esgotamento do stock de nototénia, ou seja, a quantidade deste peixe no seu habitat natural durante estes anos diminuiu drasticamente, levando quase ao desaparecimento das populações locais desta espécie. Assim, a pesca à nototénia deixou de ser rentável como foi também proibida tanto na Geórgia do Sul como posteriormente no Oceano Antártico, fim ditado pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="482" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_69bfc25a86914397a6754d58ec40c9ddmv2.webp" alt="" class="wp-image-2274" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_69bfc25a86914397a6754d58ec40c9ddmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_69bfc25a86914397a6754d58ec40c9ddmv2-300x195.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p>Um <a rel="noreferrer noopener" href="https://doi.org/10.1093/icesjms/fsab150" target="_blank">estudo</a> por parte de investigadores britânicos com base em dados de 23 anos de recolhas e prospeções de barcos de investigação, explorou como a população desta espécie se encontra decorridos 50 anos após a sua sobre-exploração e a que nível recuperou. Esta análise foi realizada com base em inúmeras variáveis, desde abundância, distribuição, tamanho, peso e idade dos peixes, o nível de maturidade sexual assim como a sua dieta.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="421" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_f1b8e71ccead461bb08c4d6c491f158amv2.webp" alt="" class="wp-image-2275" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_f1b8e71ccead461bb08c4d6c491f158amv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_f1b8e71ccead461bb08c4d6c491f158amv2-300x171.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://academic.oup.com/icesjms/article/78/8/2745/6354501" target="_blank">Captura de nototénia marmoreada em biomassa (aqui definida como o peso &#8211; individuo inteiro &#8211; peso húmido) na região de Geórgia do Sul de 1966 a 1985. (FAO -Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).</a></figcaption></figure></div>



<p id="viewer-3ifov">População restaurada?</p>



<p id="viewer-c25v1">Os investigadores concluíram que a população de Nototénia marmoreada recuperou e restaurou de novo uma população saudável. No entanto, tal recuperação só começou a ser notável a partir de 2005, ou seja, apenas 35 anos depois da sobre-exploração. Terá demorado 3 a 4 gerações (6-8 anos por geração) para a população estabilizar e conseguir crescer gradualmente. Vários fatores estão associados a esta recuperação como à sua possível demora, tais como o claro facto da proibição de captura, a plasticidade da sua dieta (capaz de se adaptar a diferentes tipos e quantidades de presa, e ocupação de novas áreas onde há mais quantidade de presas. A demora de várias décadas para esta recuperação é atribuída em parte à tardia maturidade sexual nesta espécie, à recuperação dos lobos marinhos antárticos (<em>Arctocephalus gazella</em>) durante estas décadas que acabam por ser um forte predador. Adicionalmente, a possibilidade de o ecossistema de Geórgia do Sul não ter a mesma capacidade de albergar tamanha biomassa como ocorreu nos anos 60 e 70, devido às constantes mudanças ambientais que tem vindo a decorrer.</p>



<p id="viewer-9qak1">Assim, apesar dos erros de gestão do passado no Oceano Antártico, neste caso Geórgia do Sul, este estudo mostra como após a implementação de uma gestão baseada em dados científicos e medidas restritas a recuperação e estabelecimento de uma espécie no ecossistema é possível a longo termo, sendo este um modelo que pode servir de exemplo para outros locais.</p>



<p id="viewer-ej6cv">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-98rlb"><strong>Fonte</strong>: Hollyman, Philip R., et al. &#8220;A long road to recovery: dynamics and ecology of the marbled rockcod (Notothenia rossii, family: Nototheniidae) at South Georgia, 50 years after overexploitation.&#8221; ICES Journal of Marine Science 78.8 (2021): 2745-2756. DOI: <a href="https://doi.org/10.1093/icesjms/fsab150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">10.1093/icesjms/fsab150</a></p>



<p id="viewer-959vk"><strong>Autor</strong>: José Abreu</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://apecsportugal.pt/2021/11/15/o-longo-caminho-da-recuperacao-decadas-apos-a-atividade-de-pesca-intensiva/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Padrões de pesca influenciam as interações entre pesca de palangre e odontocetos no Oceano Antártico</title>
		<link>https://apecsportugal.pt/2019/10/15/padroes-de-pesca-influenciam-as-interacoes-entre-pesca-de-palangre-e-odontocetos-no-oceano-antartico/</link>
					<comments>https://apecsportugal.pt/2019/10/15/padroes-de-pesca-influenciam-as-interacoes-entre-pesca-de-palangre-e-odontocetos-no-oceano-antartico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2019 17:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://site-teste.infinityfreeapp.com/?p=2620</guid>

					<description><![CDATA[Os métodos de pesca têm vindo a evoluir e a alterar-se ao longo dos anos. Com o declínio das capturas e os efeitos das alterações ambientais, estes métodos começaram a ser mais selectivos, levando ao aumento da pesca de palangre. No entanto, tem-se vindo a perceber que o uso deste método está associado com o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="viewer-1hplh">Os métodos de pesca têm vindo a evoluir e a alterar-se ao longo dos anos. Com o declínio das capturas e os efeitos das alterações ambientais, estes métodos começaram a ser mais selectivos, levando ao aumento da pesca de palangre. No entanto, tem-se vindo a perceber que o uso deste método está associado com o aumento de interações de predação com predadores marinhos, como os odontocetos (cetáceos &#8211; ou baleias &#8211; com dentes). Interações de predação neste contexto ocorrem quando uma espécie animal selvagem consome um recurso que foi capturado durante a pesca. Quando interagem com palangreiros, as baleias removem diretamente o peixe dos anzóis, o que causa impactos tanto na conservação dos peixes, por não se conseguir avaliar e estimar os stocks, como na conservação das espécies predadoras, devido a possíveis lesões causadas ou até a morte do predador. No Oceano Antárctico a pesca de palangre demersal é utilizada para capturar Merluza-negra (<em>Dissostichus eleginoides</em>), o que se tornou a principal atividade económica nesta região.</p>



<p id="viewer-41uhm">Este mês, o Ciência às Claras traz-nos um estudo que pretendeu entender o efeito dos padrões de pesca nas interações de predação entre palangreiros e duas espécies de odontocetes, a orca (<em>Orcinus orca)</em> e o cachalote (<em>Physeter macrocephalus</em>), no Oceano Antárctico. Os dados foram recolhidos por observadores em palangreiros, em sete áreas de estudo: sul do Chile, e ao redor das ilhas Malvinas (Falkland), Geórgia do Sul, Prince Edward and Marion (PEMI), Crozet, Kerguelen, e Heard and MacDonald (HIMI).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="334" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_41d41371c7044dfa83db3db924ad241fmv2.webp" alt="" class="wp-image-2621" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_41d41371c7044dfa83db3db924ad241fmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_41d41371c7044dfa83db3db924ad241fmv2-300x135.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p>Os resultados obtidos demonstraram que estas duas espécies apresentaram um padrão diferente na interação com as embarcações, consoante a extensão e oportunidades de predação. O aumento do esforço de pesca durante o inverno, principalmente em HIMI e na Geórgia do Sul, coincidiu com a diminuição dos níveis de interação dos palangreiros com o cachalote, provavelmente devido ao baixo número de cachalotes nesta região. Entre 2003-2015 observou-se uma diminuição nas interações de predação ao para o cachalote no sul do Chile, e nas ilhas Crozet e Kerguelen, enquanto que nas ilhas Malvinas se observou um aumento destas interações com esta espécie. Pelo contrário, as interações com orca diminuíram no sul do Chile, mas aumentaram na Geórgia do Sul.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="435" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_3f7b5052740c48eba60f103f0068fd6cmv2.webp" alt="" class="wp-image-2622" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_3f7b5052740c48eba60f103f0068fd6cmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_3f7b5052740c48eba60f103f0068fd6cmv2-300x176.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p id="viewer-18n8r">Quanto ao efeito da área de pesca, áreas maiores foram associadas a níveis mais reduzidos de interação de orcas e cachalotes com embarcações, talvez por diminuir a probabilidade das baleias detetarem as embarcações. Também uma maior mobilidade das embarcações levou a uma diminuição na interação com orcas. No entanto, para os cachalotes foi observado o padrão inverso, talvez porque a densidade de indivíduos é mais elevada, excepto em HIMI. Nesta região, interações de predação foram apenas documentadas em 2010, ano em que a época de pesca foi alargada até à primavera e coincidiu com a altura em que o cachalote se desloca para esta região.</p>



<p id="viewer-7fr1m">Algumas embarcações estavam equipadas com “cachalotera”, um sistema de pesca que impede as baleias de conseguir recolher os peixes capturados pelos palangres. No entanto, os resultados demonstraram que este sistema não influenciou as interações com as baleias e em alguns casos, até se observaram mais interações. As baleias continuam a conseguir alimento e as embarcações acabam por permanecer na mesma região a pescar por mais tempo.</p>



<p id="viewer-ca191">Por último, a profundidade a que as embarcações se encontravam também influenciou o encontro com estas espécies, isto é, as baleias tenderam a distribuir-se nas zonas menos profundas, utilizadas pelas embarcações. Isto também pode dever-se às condições oceanográficas uma vez que a abundância de presas aumenta nestas zonas. É importante melhorar os métodos de pesca e controlar a quantidade de embarcações que vão para estas regiões, de modo a atenuar este problema. Uma vez que o cachalote apresenta maior probabilidade de interagir com as embarcações, são necessárias mais medidas de prevenção e conservação desta espécie.</p>



<p id="viewer-8oemk">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-1d8bu"><strong>Fonte</strong>: Tixier, P., Burch, P., Richard, G., Olsson, K., Welsford, D., Lea, M. A., Hindell, M. A., Guinet, C., Janc, A., Gasco, N., Duhamel, G., Villanueva, M. C., Suberg, L., Arangio, R., Söffker, M., &amp; Arnould, J. P. Y. (2019). Commercial fishing patterns influence odontocete whale-longline interactions in the Southern Ocean. Scientific reports, 9(1), 1904. DOI: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41598-018-36389-x" target="_blank"><u>10.1038/s41598-018-36389-x</u></a></p>



<p id="viewer-5c8fo"><strong>Autora</strong>: Inês Ribeiro</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://apecsportugal.pt/2019/10/15/padroes-de-pesca-influenciam-as-interacoes-entre-pesca-de-palangre-e-odontocetos-no-oceano-antartico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
