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	<title>Plataformas de gelo &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Plataformas de gelo &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>Modelação da evolução da espessura da camada ativa e da temperatura do permafrost na ilha do Rei George (Antártida) desde 1950</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2025 12:01:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Gelo marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Plataformas de gelo]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabias que a Antártida não está totalmente coberta por glaciares e mantos de gelo? Nas zonas costeiras existem áreas livres de gelo, onde muitas vezes encontramos permafrost (solo que permanece com temperaturas abaixo de 0 ºC durante dois ou mais anos consecutivos). Este solo é geralmente acompanhado por uma “camada ativa”, a camada mais superficial, [&#8230;]]]></description>
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<p>Sabias que a Antártida não está totalmente coberta por glaciares e mantos de gelo? Nas zonas costeiras existem áreas livres de gelo, onde muitas vezes encontramos permafrost (solo que permanece com temperaturas abaixo de 0 ºC durante dois ou mais anos consecutivos). Este solo é geralmente acompanhado por uma “camada ativa”, a camada mais superficial, que congela e descongela sazonalmente e é muito sensível às variações da temperatura do ar. A estabilidade do permafrost e da camada ativa é essencial para preservar os ecossistemas destas regiões.</p>



<p>No entanto, desde 1950, tem-se registado um aumento contínuo da temperatura do ar na Península Antártica, gerando impactos na dinâmica do permafrost.</p>



<p>Num novo estudo, liderado por uma investigadora portuguesa, foi feita a modelação da evolução da temperatura do permafrost e da espessura da camada ativa na ilha do Rei George, na Península Antártica.</p>



<p>O objetivo foi perceber como estas variáveis têm mudado ao longo do tempo e criar uma metodologia que possa ser aplicada a outras zonas da Península Antártica. Para tal, a equipa usou o CryoGrid Community Model, alimentado com dados de perfuração da estação King Sejong Station (com registos de temperatura do solo em profundidade) e dados climáticos de reanálise (ERA5).</p>



<p>Os resultados são claros: desde 1950, a temperatura do permafrost aumentou cerca de 2 ºC e a camada ativa aumentou de 1,6 para 3,5 metros de espessura. E o mais preocupante? O aquecimento tem-se acelerado significativamente desde 2016.</p>



<p>Mas porque é que isto é importante? Porque a degradação do permafrost na Antártida condiciona a dinâmica hidrológica, controla os fluxos de sedimentos e contaminantes, causa instabilidade no solo e o desenvolvimento de vegetação, impactando os ecossistemas terrestres e a biodiversidade.</p>



<p>Este estudo é um passo importante para compreendermos melhor os impactos das alterações climáticas na Antártida e ajuda-nos a prever o que pode acontecer no futuro com o solo gelado&nbsp;do&nbsp;planeta.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fonte: </strong>Baptista, J. P., Vieira, G. B. G. T., Lee, H., Correia, A. M. D. C. S., &amp; Westermann, S. (2025). Modelling the evolution of permafrost temperatures and active layer thickness in King George Island, Antarctica, since 1950. Frozen ground/Antarctic. https://doi.org/10.5194/egusphere-2025-150</p>



<p><strong>Autor: </strong>Diana Martins</p>



<p></p>
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		<title>Rios atmosféricos desencadeiam derretimento do gelo na Antártida Ocidental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 18:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antártida]]></category>
		<category><![CDATA[Plataformas de gelo]]></category>
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					<description><![CDATA[Importantes eventos recentes de derretimento do gelo na Antártida Ocidental levantaram preocupações acerca do potencial derretimento superficial das plataformas de gelo e o seu consequente colapso. Este mês, o Ciência às Claras traz-nos um estudo que pretende relacionar o derretimento do gelo na Antártida Ocidental com os rios atmosféricos. Estes eventos consistem em bandas estreitas [&#8230;]]]></description>
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<p id="viewer-76ot5">Importantes eventos recentes de derretimento do gelo na Antártida Ocidental levantaram preocupações acerca do potencial derretimento superficial das plataformas de gelo e o seu consequente colapso.</p>



<p id="viewer-908l3">Este mês, o Ciência às Claras traz-nos um estudo que pretende relacionar o derretimento do gelo na Antártida Ocidental com os rios atmosféricos. Estes eventos consistem em bandas estreitas e longas associadas a um elevado transporte de vapor de água que viajam desde as regiões tropicais para latitudes mais elevadas. Quando a corrente de jato se torna mais ondulada, os ciclones extratropicais em torno da Antártida transportam os rios atmosféricos em direção ao continente. Estes eventos transportam calor e humidade e assim, ao atingirem terra, afetam a superfície terrestre da Antártida.</p>



<p id="viewer-1j9df">Este estudo consistiu na utilização de um algoritmo de deteção de rios atmosféricos desenvolvido para a Antártida em conjunto com observações do derretimento do gelo. Como resultado, foi produzida uma climatologia de eventos de degelo relacionados com rios atmosféricos de 1979 até 2017. Para analisar a distribuição dos eventos e os impactos associados, a Antártida foi dividida em quatro quadrantes. O foco deste estudo foram os dois quadrantes que cobrem a região da Antártida Ocidental – Manto de Gelo da Antártida Ocidental (WAIS) e Península Antártida e o Mar de Weddell (AP-Weddell).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="355" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_e6f2dd1aaefc450b9d11473460a91840mv2.webp" alt="" class="wp-image-2629" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_e6f2dd1aaefc450b9d11473460a91840mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_e6f2dd1aaefc450b9d11473460a91840mv2-300x144.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41561-019-0460-1" target="_blank">Quadrantes que representam a Antártida Ocidental (WAIS e AP-Weddell)</a></figcaption></figure></div>



<p>Os resultados obtidos mostram que os rios atmosféricos estão associados a uma elevada percentagem de eventos de derretimento do gelo. Apesar dos rios atmosféricos serem eventos raros na Antártida Ocidental (cerca de 12 eventos por ano), estes estão associados a cerca de 40% do degelo na Plataforma de Gelo Ross até aproximadamente 100% nas regiões mais elevadas da Terra de Marie Byrd durante o verão, e 40 a 80% do derretimento das plataformas de gelo Wilkins, Bach, George VI e Larsen B e C durante o inverno.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="740" height="196" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_fbcb6de1547643bab1f6afefa5bb1d9dmv2.webp" alt="" class="wp-image-2630" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_fbcb6de1547643bab1f6afefa5bb1d9dmv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_fbcb6de1547643bab1f6afefa5bb1d9dmv2-300x79.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41561-019-0460-1" target="_blank">Percentagem do degelo entre 1979-2017 que ocorreu quando rios atmosféricos atingiram a Antártida Ocidental e durante as 24 horas seguintes, no verão (Dezembro e Janeiro) (a) e inverno (Março a Outubro) (b)</a></figcaption></figure></div>



<p>Os maiores eventos de degelo no Manto de Gelo da Antártida Ocidental ocorrem apenas algumas vezes por década, no entanto o aquecimento e o aumento contínuo da atividade dos rios atmosféricos podem aumentar a frequência de eventos de derretimento com consequências na estabilidade das plataformas de gelo.</p>



<p id="viewer-6v7kr">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-3hl1d"><strong>Fonte:</strong> Wille, J. D., Favier, V., Dufour, A., Gorodetskaya, I. V, Turner, J., Agosta, C. and Codron, F. 2019, West Antarctic surface melt trigered by atmospheric rivers, Nature Geosciences, 12, 911–916, DOI: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41561-019-0460-1" target="_blank"><u>10.1038/s41561-019-0460-1</u></a></p>



<p id="viewer-eukc7"><strong>Autora:</strong> Carolina Viceto</p>
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