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	<title>Subsistência &#8211; APECS Portugal</title>
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	<description>Um site para os jovens cientistas e dos jovens cientistas para o Mundo</description>
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	<title>Subsistência &#8211; APECS Portugal</title>
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		<title>Bagas polares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2019 16:23:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Relações humanas]]></category>
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					<description><![CDATA[Em regiões árticas do Canadá, Alasca e Gronelândia, as bagas são não só uma fonte de alimento essencial, mas têm também importância cultural, espiritual e social para as comunidades Inuit. A domesticação de plantas de baga como o mirtilo (Vaccinium uliginosum) ou a framboesa (Rubus arcticus e Rubus idaeus) teve um grande impacto ao possibilitar [&#8230;]]]></description>
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<p>Em regiões árticas do Canadá, Alasca e Gronelândia, as bagas são não só uma fonte de alimento essencial, mas têm também importância cultural, espiritual e social para as comunidades Inuit. A domesticação de plantas de baga como o mirtilo (<em>Vaccinium uliginosum</em>) ou a framboesa (<em>Rubus arcticus</em> e <em>Rubus idaeus</em>) teve um grande impacto ao possibilitar a fixação destas comunidades. O cultivo destas espécies e a apanha de bagas são duas atividades que contribuem para o bem-estar físico e mental dos Inuit, uma vez que as bagas constituem uma fonte de alimento saborosa e rica em nutrientes raramente encontrados noutras fontes de alimento locais.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="524" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_ffdf6fc39a1249e49d3aaca216879ec1mv2.webp" alt="" class="wp-image-2575" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_ffdf6fc39a1249e49d3aaca216879ec1mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_ffdf6fc39a1249e49d3aaca216879ec1mv2-300x212.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p id="viewer-255ps">Infelizmente, a disponibilidade e qualidade das bagas nesta região tem diminuído devido aos efeitos provocados pelas alterações climáticas e pelas atividades antropogénicos altamente poluentes como a exploração mineira. Graças aos relatos de idosos Inuit, sabe-se que as bagas constituem uma fonte de alimento em alturas de escassez e que a distribuição geográfica das diferentes espécies faz parte da cultura da comunidade Inuit. Devido às temperaturas mais quentes, a competição por bagas entre os Inuit e vida selvagem tem vindo a aumentar, uma vez que a abundância de certas espécies, como o ganso canadiano, estão a aumentar rapidamente.</p>



<p id="viewer-5s0ho">Um estudo recente publicado na revista <em>Human Ecology</em> mostra a importância que as bagas têm para as diferentes comunidades Inuit, e o quão importante este recurso natural é para a cultura Inuit. Por essa razão, investigadores estão a fazer os esforços necessários para que futuras políticas de conservação comecem a ter em conta as atividades associadas a bagas não só como no ordenamento do território, como também numa forma de preservar a cultura Inuit.</p>



<p id="viewer-1fdin"></p>



<p id="viewer-4odg2">&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p id="viewer-4p36m"><strong>Fonte</strong>: Boulanger-Lapointe N., Gérin-Lajoie J., Collier L.S., Desrosiers S., Spiech C., Henry G.H.R., Hermanutz L., Lévesque E. and Cuerrier A. (2019) Berry Plants and Berry Picking in Inuit Nunangat: Traditions in a Changing Socio-Ecological Landscape. Human Ecology 47:81-93. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10745-018-0044-5" target="_blank"><u>10.1007/s10745-018-0044-5</u></a></p>



<p id="viewer-6b00i"><strong>Autor</strong>: Ricardo Matias</p>
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		<title>Ascendência do cão de trenó no Ártico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies terrestres]]></category>
		<category><![CDATA[Subsistência]]></category>
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					<description><![CDATA[Atualizado: 6 de mar. de 2019 Nos últimos 15 000 anos, humanos e cães têm viajado, caçado e vivido juntos. Cães foram trazidos desde regiões asiáticas para a América do Norte pelos primeiros colonizadores. Muito mais tarde, quando europeus colonizaram as Américas, cães domésticos europeus cruzaram-se com cães indígenas, o que levou à mistura do [&#8230;]]]></description>
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<p>Atualizado: 6 de mar. de 2019</p>



<p id="viewer-57bup">Nos últimos 15 000 anos, humanos e cães têm viajado, caçado e vivido juntos. Cães foram trazidos desde regiões asiáticas para a América do Norte pelos primeiros colonizadores. Muito mais tarde, quando europeus colonizaram as Américas, cães domésticos europeus cruzaram-se com cães indígenas, o que levou à mistura do código genético. Mas estarão os cães modernos tão misturados que já não há vestígio da herança indígena? Em regiões mais remotas da América do Norte como o Ártico, este não é o caso.</p>



<p id="viewer-4b78j">No Ártico, o cão tem sido um companheiro com a importante tarefa de transportar os Inuit sobre a neve e o gelo. O cão de trenó – ou <em>qimmiq</em> na língua local Inuktitut – ainda são uma componente importante da cultura Inuit, sendo também o símbolo do único território nórdico totalmente governado por Inuit, Nunavut.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="740" height="370" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2.webp" alt="" class="wp-image-2557" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_0ae8c6da777e4ad99f01a6a59217d7d7mv2-300x150.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></figure></div>



<p id="viewer-9ua5m">Investigadores dos Estados Unidos compararam DNA mitocondrial de cães modernos com vestígios de cães encontrados em escavações arqueológicas no Alasca Ártico e Gronelândia. Quando comparados com informação a nível global dos haplótipos [1] mais comuns em cães domésticos, os investigadores descobriram que o haplótipo A31, apenas observado em cães do Ártico, está presente no cão moderno e nos vestígios arqueológicos do cão indígena na Gronelândia, e em alguns cães modernos do Alasca. Este haplótipo, em conjunto com outros haplótipos únicos, mas menos frequentes, indica uma ascendência matrilinear indígena nos cães nórdicos modernos, provavelmente pouco ou nada modificada nos últimos 700 anos!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="740" height="296" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2.webp" alt="" class="wp-image-2558" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2.webp 740w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_461ee1f57fa7486a9eec9cdd2eec0628mv2-300x120.webp 300w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Localização das escavações arqueológicas no Alasca (Cape Espenberg) e na Gronelândia (Qaqaitsut and Etah), indicados pelas setas.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-cfqsv">Este tipo de informação pode ser usado para seguir o rastro de rotas de migração humana no tempo e no espaço, uma vez que humanos e cães viajavam juntos. Tal como na Gronelândia, o DNA de cães em regiões como o este asiático, partes de África, ilhas do sudoeste asiático Austrália e meio oriente, ainda preserva informação relativa a migrações do Neolítico.</p>



<p id="viewer-1nuv8">[1] Haplótipos – gama de variações de DNA que são normalmente transmitidos em conjunto</p>



<p id="viewer-1pata"></p>



<p id="viewer-cuh97">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p id="viewer-57vad"><strong>Fontes:</strong> Brown SK, Darwent CM, Sacks BN (2013) Ancient DNA evidence for genetic continuity in arctic dogs. J Archaeol Sci 40:1279–1288. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440312004128?via%3Dihub" target="_blank"><u>10.1016/j.jas.2012.09.010</u></a>.</p>



<p id="viewer-1nl9e">Autor: Sara Pedro</p>
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		<title>Alterações climáticas começam a afetar a subsistência no Ártico!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[APECS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 May 2017 19:04:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeias tróficas]]></category>
		<category><![CDATA[Subsistência]]></category>
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					<description><![CDATA[A importância da interação entre as ciências físicas e sociais As alterações climáticas que se fazem sentir de forma ampliada no Ártico provocaram já alterações nas interações entre os seus habitantes e os recursos naturais disponíveis, podendo colocar em causa a práticas culturais dos povos indígenas, ou seja, a sua identidade, assim como a sua [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading" id="viewer-foo">A importância da interação entre as ciências físicas e sociais</h2>



<p id="viewer-e1c57">As alterações climáticas que se fazem sentir de forma ampliada no Ártico provocaram já alterações nas interações entre os seus habitantes e os recursos naturais disponíveis, podendo colocar em causa a práticas culturais dos povos indígenas, ou seja, a sua identidade, assim como a sua segurança alimentar.</p>



<p id="viewer-2bdi9">Através da análise das perceções de 71 caçadores de 4 comunidades indígenas do Alasca, foram descritas as tendências climáticas e os efeitos observados dessas tendências sobre a disponibilidade dos recursos de subsistência, nomeadamente: abundância, distribuição e acessibilidade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_9076151374d140e9972f099002ea36a5mv2.png" alt="" class="wp-image-2423" width="330" height="399" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_9076151374d140e9972f099002ea36a5mv2.png 659w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_9076151374d140e9972f099002ea36a5mv2-248x300.png 248w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption>Localização das comunidades indígenas participantes no estudo sobre o impacto das alterações climáticas nos recursos de subsistência destas comunidades.</figcaption></figure></div>



<p id="viewer-8hr6u">Tais resultados foram relacionados com as projeções climáticas realizadas com base nos estudos do clima, de modo a prever como poderá mudar, no futuro, a disponibilidade de recursos de subsistência. Desta correlação resulta uma previsão de uma redução na disponibilidade de recursos de subsistência nos próximos 30 anos relacionada com os desafios climáticos, resultante principalmente na dificuldade ao seu acesso e não por mudanças na abundância ou distribuição de recursos.</p>



<p id="viewer-dva7h">O estudo destaca um pequeno, mas importante subconjunto de mudanças relativas ao acesso de recursos nas 4 comunidades indígenas, relacionadas com as alterações climáticas. Embora o foco esteja nos efeitos dos fatores ambientais, os investigadores reconhecem que vários fatores sociais e económicos podem também influenciar os padrões de caça e a disponibilidade de recursos, como por exemplo, os elevados preços do combustível que limitam o número e a distância das deslocações.</p>



<p id="viewer-1i0gf">Embora este estudo tenha fornecido informações valiosas, evidenciando a importância da interdisciplinaridade quando se procura de compreender as alterações climáticas e as suas consequências, permanecem ainda muitas incógnitas quanto à extensão das implicações climáticas para as comunidades de subsistência em altas latitudes. São necessárias investigações em diversos campos (impacto da inovação rural, caracterização dos mecanismos de perturbação do meio&#8230;), de modo a conseguirmos avaliar as consequências sociais dos impactos climáticos sobre as práticas de subsistência.</p>



<p id="viewer-dcot9">Tendência e fonte das projeções científicas de acordo com as variáveis ​​ambientais condicionadas pelo clima e validação das mesmas pelas perceções por parte dos caçadores. Aquelas com as quais os caçadores concordaram foram usados ​​para modelar mudanças na disponibilidade de recursos de subsistência nas próximas três décadas (entre 2000-2009 e 2030-2039) causadas pelas mudanças projetadas para o clima no norte do Alasca, EUA.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="592" height="409" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_88075530f6304f659221748b8c693f51mv2.png" alt="" class="wp-image-2424" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_88075530f6304f659221748b8c693f51mv2.png 592w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_88075530f6304f659221748b8c693f51mv2-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 592px) 100vw, 592px" /></figure></div>



<p>Previsões nas mudanças na disponibilidade de recursos essenciais de subsistência relacionados com as alterações climáticas entre as décadas de 2000-2009 e 2030-2039 com base em relações identificadas pelos caçadores nas comunidades do Alasca de Fort Yukon, Venetie, Wainwright e Kaktovik.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="449" height="661" src="https://apecsportugal.pt//wp-content/uploads/2022/04/d5d705_c4682374c56348359c74ab2b34fa1738mv2.png" alt="" class="wp-image-2425" srcset="https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_c4682374c56348359c74ab2b34fa1738mv2.png 449w, https://apecsportugal.pt/wp-content/uploads/2022/04/d5d705_c4682374c56348359c74ab2b34fa1738mv2-204x300.png 204w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></figure></div>



<p id="viewer-ekjvb">&#8212;&#8212;&#8212;-</p>



<p id="viewer-c9uuh"><strong>Fonte:</strong> Brinkman, T. J., Hansen, W. D., Chapin, F. S., Kofinas, G., BurnSilver, S., &amp; Rupp, T. S. (2016). Arctic communities perceive climate impacts on access as a critical challenge to availability of subsistence resources. Climatic Change, 139(3-4), 413-427. doi: <a rel="noreferrer noopener" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10584-016-1819-6" target="_blank"><u>10.1007/s10584-016-1819-6</u></a></p>



<p id="viewer-86qfa">​</p>



<p id="viewer-bd5p2"><strong>Autora</strong>: Patrícia Azinhaga</p>
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